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quinta-feira, 22 de abril de 2010

UCA, TIMBUCA, DANADA, MALVADA, ESQUENTA PEITO, ESFRIA SOL*(Por Mestre Afonso)

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o azedo do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome PINGA. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ÁGUA-ARDENTE. Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. (História contada no Museu do Nordeste). Não basta beber, tem que conhecer!!!
Que lindo o nosso folclore, quantos casos e causos nesses brasis brasileiros. E Minas: congada, marujada, jongo mineiro, poetas, músicos, pintores, escultores, etc. Temos cultura demais jorrando entre as montanhas. O que não temos é quem valorize e promova essa cultura à altura do que ela merece. Tudo por aqui é difícil. Embora algumas cidades de Minas Gerais prestigiem a cultura, Belo Horizonte, se deixarmos, vira o túmulo dela. Aqui nada pode ser feito, nada é preservado, a história não existe, a má vontade com a cultura popular é a bandeira de alguns dos nossos habitantes e a maioria dos nossos dirigentes políticos. Acabaram com os campos de futebol de várzea, a música incomoda, nossas manifestações culturais populares são jogadas para os cantos da cidade. Poucos são os que falam em criação de espaços, o que mais ouvimos é o discurso da extinção pura e simples. A cidade dos bares está virando a cidade do silêncio, do desemprego noturno, da falta de oportunidades para os menos favorecidos. Passear pelo centro à noite é uma verdadeira temeridade, o que podemos encontrar são os perigos que nos cercam. Perigos estes na maioria das vezes proporcionados por crianças e jovens que por falta de oportunidades, fazem dos caminhos da marginalidade sua opção de vida. Já temos até skinheads, é mole ou quer mais?
Existe solução? Existe sim. Como é feito em várias cidades do país, deveríamos encarar a cultura, principalmente a cultura popular, como fonte de profissionalismo, turismo e rendas. Deveríamos, como fez a cidade de São Paulo, que hoje tem um dos melhores carnavais do país, contratar profissionais capacitados para nos ajudar a desenvolver projetos de alta visibilidade. Falo sempre em carnaval porque esta festa é hoje em grande parte do país, uma fonte inesgotável de possibilidades: fonte de empregos, fonte de opções e desenvolvimento profissional.
Mas não basta querer fazer, é preciso saber fazer. Tentativas foram feitas com simpósios e outras coisas mais, mas nenhuma delas deu resultados porque tudo foi feito amadoristicamente, sem projetos, sem direcionamento. Pessoas importantes aqui estiveram, mas ninguém tirou proveito das suas palestras, porque em Belo Horizonte não existe, nem por parte das agremiações e nem por parte do poder, nenhum planejamento.
Folclore é vida, é história, é um dos principais pilares da formação de um povo.
Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
mestreaffonso@bol.com.br
Blog: mestreaffonsozip.net/

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