FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG.

Top30 Brasil - Vote neste site!
FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG. Concurso de sites Top30.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Comércio no Samba*(Por Mestre Afonso)

*Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso, é natural de Belo Horizonte. Músico, produtor, radialista, colunista, está imerso no mundo do samba há 50 anos. Como diretor de Bateria, é detentor de vinte notas dez e vários Tamborins de Ouro, maior premiação individual no Carnaval de Belo Horizonte. Há seis anos, é colaborador do Programa Acir Antão, como repórter do samba, na Rádio Itatiaia, todos os domingos.

Vira e mexe ouço alguém reclamando sobre quem ganha dinheiro no samba. Muitos alegam que é gente de fora que ganha dinheiro em cima do samba. Não concordo com essa postura, porque de todos os sambistas que tentaram montar casas de samba, poucos se deram bem. A maioria das vezes, quando os sambistas profissionais tentam alguma promoção, desde a montagem de uma casa de samba até algum show, o trem descarrila pela ladeira abaixo. Nesses meus 50 anos de samba já vi coisas... Vi profissional do samba que contratou um artista e o artista não veio, e para não me alongar, estive numa festa promovida por um profissional do samba, onde a cerveja era em garrafa, mas não havia copos. Isto para não falar, e já falando, que vi muitas festas promovidas pelos profissionais, onde o som era de péssima qualidade e o grupo que atuava era abaixo de qualquer crítica. Esse procedimento é comum, visando que sobre mais dinheiro na bilheteria.

Quer dizer, muitos que se dizem profissionais de samba não têm o menor respeito pelo samba e pelo público. Aí quando a coisa não dá certo, esses são os primeiros a reclamar dos que chamam de invasores. Não existe invasão, o que existe é cada macaco no seu galho. Quem não sabe fazer ou não investe de forma correta, tem é que bater palmas para os que de uma forma ou de outra trabalham em nome do samba. E quando o profissional do samba reclama que ganha pouco, este é um problema pessoal. É falta de organização e/ou capacidade para colocar suas condições à frente do contratante. É claro que até eu fico humilhado, quando vejo um sambista receber dez ou vinte reais depois de quatro horas de trabalho.

Mas também já vi gente bêbada e outras coisas mais no palco. Já vi intérpretes e grupos totalmente despreparados para a função, e para que possamos reclamar temos que estar acima de qualquer suspeita. A verdade é que no frigir dos ovos cada um tem que tomar conta da sua vida e da sua carreira. Ao invés de ficar reclamando dos que chamam de gente que muitos dizem não ser do samba, mas ganha dinheiro com ele; monte seu grupo, sua casa de samba e toque seu barco. Ao invés de acordar às seis da tarde, levante cedo, bote a criatividade para funcionar e ganhe seu dinheiro honestamente. Não inveje, não crie revoltas, mesmo porque, bem ou mal, é através desses que muitos consideram como invasores que quase todos podem levar para casa o pão de cada dia. Todos sabem que não é mole administrar uma casa de shows: luz e água, impostos, funcionários, etc. E ainda tem a dureza de ter que enfrentar a tal da Secretaria do Meio Ambiente, que quando cisma com alguém, tira até a alma do caboclo, quando não lhe fecha a casa com critérios às vezes duvidosos. E ainda tem a Ordem dos Músicos que só aparece quando sente o cheiro do dinheiro. No mais a Ordem dos Músicos – aqui não me interessam os motivos – não fiscaliza absolutamente nada. O Sindicato dos músicos atua de forma precária, mesmo porque, a maioria dos músicos nem sabe que o sindicato existe.

O samba é produtivo, cria oportunidades de ganhar muito dinheiro, mas é preciso trabalhar direito para alcançar os benefícios que o samba oferece. Também, esse papo de ficar montando e desmontando entidades representativas como o Clube do Samba, associações e outras invencionices, é besteira. Está mais que provado que isso aqui em BH não funciona, nenhuma funcionou. Reuniões e projetos que foram apresentados nessas entidades jamais saíram do papel, isto quando o pau não quebrou por causa do dinheiro que ainda nem havia chegado. O que falta por aqui como sempre eu digo, é união e organização. Chorar pelos cantos também resolve, chorar pelo menos lubrifica os olhos. Fui!

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.

mestreaffonso@bol.com.br

Blog: http://mestreaffonsozip.net

D. IVNE E BRUNO CASTRO GRAVAM CD


Aos 89 anos, Ivone Lara reitera a majestade de seu samba ao se reunir com o jovem parceiro Bruno Castro em CD que registra a produção da dupla, iniciada em 2001 com a inclusão de Um Grande Sonho no álbum Nasci para Sonhar e Cantar, gravado pela compositora naquele ano. Não por acaso, Um Grande Sonho é a última das 12 faixas deste independente Nas Escritas da Vida. Idealizado por Bruno, que conheceu Dona Ivone em 1997 quando passou a tocar cavaquinho no grupo que toca com a artista em shows, o álbum está em sintonia com a obra fonográfica da autora de Nasci para Sofrer, tema composto por Ivone para a escola de samba Prazer da Serrinha, semente do Império Serrano, agremiação carioca que Ivone e Bruno - com a adesão do parceiro bissexto Maurício Verde - celebram no sambão No Coração de Madureira, destaque da safra elegante de Nas Escritas da Vida. O disco preserva o DNA melódico e poético da obra da autora, criada prioritariamente com Délcio Carvalho nos anos 70 e 80. Antecessor de Bruno no posto de parceiro mais frequente da rainha, Délcio se junta à dupla e figura como co-autor de Noites de Magia, faixa embebida em nostalgia e em fina melancolia. Atual "parceiro predileto" de Ivone, Bruno se aventura sozinho como cantor em Esbanjando Alegria (bela declaração de amor ao "som encantado" e "doce balanço" do banjo, instrumento essencial nos pagodes e quintais da vida carioca), Destino e Sagrado Lugar (ode à gafieira carioca Estudantina feita com a sonoridade típica de casas do gênero). Já Investida Fatal marca a feliz estreia como compositor de André Lara, neto de Ivone. "Dei-te a luz, mas tu preferes a nevasca / Tens a voz, mas tu quisestes a mordaça", lamenta Ivone nos versos desta que é uma das músicas mais bonitas do CD. Embora nada tenha mais beleza do que a sublime melodia da faixa-título, Nas Escritas da Vida. Curiosamente, ao cantar verso deste samba, Ivone sentencia prognóstico oposto ao título de seu primeiro sucesso: "Não nasci para sofrer", avisa a dama, já a caminho dos 90 anos. Em disco que exala o perfume poético típico da obra da autora, evidenciando que Bruno já se equipara ao veterano Délcio Carvalho, a dupla enaltece o poder pacificador de seu próprio samba em Divina Missão, outra pérola do rosário desfiado pelos parceiros com instrumental suave, urdido sob a direção musical de Maurício Verde. Difícil ouvir temas como Convicção Tardia, Canção em Madrigais - obra-prima composta pela dupla com a adesão de Luiz Carlos da Vila (1948 - 2009) e gravada com arranjo pontuado por piano - e Escravo da Dor e não ser invadido por um sentimento de leveza proporcionado pelo contato com repertório que persegue sempre a nobreza. E - com frequência - alcança êxito nessa divina missão!!

Do blog Notas Musicais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

BH CARNAVAL 2011*

*Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso, é natural de Belo Horizonte. Músico, produtor, radialista, colunista, está imerso no mundo do samba há 50 anos. Como diretor de Bateria, é detentor de vinte notas dez e vários Tamborins de Ouro, maior premiação individual no Carnaval de Belo Horizonte. Há seis anos, é colaborador do Programa Acir Antão, como repórter do samba, na Rádio Itatiaia, todos os domingos. A partir de agora passa também a colaborar com esse blog. Toda sexta-feira, a COLUNA DO MESTRE AFFONSO oferece dicas de rodas de samba, conta histórias e causos e passa um pouco de sua experiência.

Na verdade a rapaziada está começando a casa pelo telhado, querendo já definir o regulamento para 2011. A primeira providencia a ser tomada deveria ser a moralização do carnaval, através do cumprimento do regulamento de 2010, que diz que quem não entregasse a prestação de contas no tempo determinado estaria fora do carnaval de 2011. Não vou admitir nunca que uma entidade, o Sambadez, que representa a maioria das escolas de samba da cidade, seja conivente com os erros de alguns dos seus filiados, igualando-os aos filiados que estão dentro da legalidade. Isto é no mínimo uma aberração, um desvio gravíssimo de conduta. Está mais que provado, até pela falta de prestação de contas, que a maioria das nossas escolas de samba não tem condição de participar do carnaval. Das 12 escolas de samba que participaram do carnaval de 2010, sete não prestaram contas, pelos mais variados motivos possíveis. Mais que tudo ficou provada a falta de responsabilidade com o dinheiro público. Sou de opinião que com quatro ou cinco escolas de samba faríamos um carnaval muito superior ao que temos hoje, melhorando inclusive as condições dos blocos caricatos e outras manifestações que acontecem pela cidade. As verbas seriam aproveitadas de maneira coerente, não teríamos inadimplentes, o carnaval seria feito por quem realmente quer fazer carnaval, sem a presença dos oportunistas. Haveria também o grupo B, mas este seria um grupo de avaliação com possibilidade de acesso ao grupo principal, com regras bem definidas. Estas são apenas algumas linhas de um projeto a ser elaborado. O importante é que o nosso carnaval seja tratado profissionalmente, sem paternalismo, sem arranjos dúbios, seguindo um rigoroso regulamento.
Fazer como foi feito no dia 15, um regulamento para ser entregue no dia 17, na minha ótica, é pior que não entregar regulamento algum. Se em cinco anos não conseguiram fazer um regulamento funcional, é difícil acreditar que o farão em duas ou três horas de reunião. Mesmo estando errado, pois prazos já foram descumpridos, o Sambadez deveria humildemente solicitar mais um prazo e desta vez cumpri-lo com a ajuda de quem entende da matéria e principalmente, com acompanhamento jurídico. Regulamento não depende de boa intenção, depende de conhecimento. Depende de estudo, pesquisa, equipe capacitada, e de profissionais que entendam da matéria.
Dentro do besteirol que vivemos em matéria de carnaval, mesmo depois de o prefeito Márcio Lacerda ter declarado que trará em 2011 o carnaval para o centro da cidade, surgiu um mágico indicando – pasmem – o Mineirão como local para os desfiles. Olha amigo, continua na sua e deixe o carnaval para quem é do ramo. Tecnicamente o Mineirão é inviável para os desfiles das escolas de samba e blocos caricatos: o Mineirão é redondo, cheio de subidas e descidas, o acesso é complicado, as áreas de concentração e dispersão não existem da forma que necessitamos, o transporte é complicado, enfim, brincadeira tem hora.
Digo sempre, faz anos, que o carnaval é um produto altamente rentável e vendável, mas é preciso que o carnaval seja administrado por profissionais do ramo, apoiados por outros profissionais de acordo com as necessidades. Em linguagem carnavalesca: criar um tema é muito fácil, o difícil é elaborar uma sinopse que dê a oportunidade de que toda a escola faça um bom desfile, inclusive aproveitando os materiais e a disponibilidade financeira colocada à disposição do carnavalesco ou da equipe de carnaval. Parece fácil, mas não é. É preciso tempo, projetos, enfim, hoje o carnaval é um produto e como produto dever ser tratado.
Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
mestreaffonso@bol.com.br
Blog: http://mestreaffonsozip.net/

Retirado do blog de Zu Moreira.

ALINE CALIXTO e ARLINDO CRUZ NO TEATRO CARLOS GOMES(RJ).

PROJETO "SETE EM PONTO" TRAZ ALINE CALIXTO CONVIDANDO ARLINDO CRUZ.

TERÇA 01/06/2010 19:00hs.

INFO.: (21) 22328701

click na imagem p/ ampliar.

PRINCÍPIO DO INFINITO EM NOVO LOCAL.

O GRUPO FECHOU COM O RESTAURANTE E PIZZARIA "SAVAJUS" PARA TOCAR TODAS AS TARDES DE SÁBADO. A PREVISÃO É PARA JUNHO AINDA. AGUARDEM INFORMAÇÕES.
LOCAL: Rua Aimorés, 475 - Funcionários.(+/- esquina com Bernardo Monteiro).
TEL.: (31) 3273-3939.

SAMBA DO CABRITO 2

É no feriado 03/06/2010 que acontece o "SAMBA DO CABRITO".
Serginho Divina Luz convida todos p/ uma grande roda de samba onde será sorteado um cabrito ( não é o do seu Benedito, pode levar na fé). A roda começa as 15:00hs, animada pelo grupo "NA CADÊNCIA DO SAMBA". Ingressos a R$12,00.


click na imagem p/ maiores informações.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

SAMBA DA GARÇA



GRUPO SAMBA DE QUINTAL que se aprersenta também no bar Sampa (rua São Paulo c/ Amazonas).

Sexta 04/06 na Casa da Piscina, alí na rua Garça, 83 no bairro Sto. André. Local agradável samba da melhor qualidade de Noel a Galocantô e por aí vai...

Recomendo.

click na imagem p/ ampliar e obter mais info.

PRINCIPIO DO INFINITO E SPAÇO MERITÍSSIMO.

COMO VÍNHAMOS DIVULGANDO, O "GRUPO PRINCÍPIO DO INFINITO" NÃO MAIS RETORNA AO MERITÍSSIMO EM JUNHO DEVIDO A DESACORDO COM A DIREÇÃO DA CASA. CONTINUAMOS INDICANDO COMO UM BOM RESTAURANTE E SE VIER A REABRIR P/ MÚSICA, UM BOM LUGAR TBM PARA DIVERSÃO. AGRADECEMOS A COMPREENSÃO E A DIREÇÃO PELO TEMPO QUE POR LÁ TIVEMOS. QUEM SABE UMA OUTRA ÉPOCA?

ARLINDO CRUZ EM CONTAGEM (05/06/2010)


ARLINDO CRUZ
Data: 05 de Junho - 21Hrs -
Local: Espaço VIP - Contagem / MG

Programação :Super shows com Arlindo Cruz e ainda Grupo Kindere, Batida Perfeita e Grupo Blacksamba e DJ’s.



Valor dos Ingressos :Pista - R$ 25,00 (2º Lote)
Camarote - R$ 70,00 (3º Lote)

Atençao! Compre seu ingresso em até 18x em todos os cartoes de crédito pelo site!
http://www.centraldoseventos.com.br/evento/detalhe/id/131

O Camarote oferece :
Cerveja, Frozen, Refri e Água liberados durante todo o evento.

No Local sujeito a disponibilidade e preço. Esgotando o lote o preço dos ingressos será alterado automaticamente, independente da data pré-estabelecida.

Maiores Informações :(31) 3209.0505 Canal Interativo / (31) 9138.5454 Júlio Ramos / (31) 8869.6983 Philippe Xavier

Ponto de Vendas :Central dos Eventos - Rua Fernandes Tourinho 470 / Loja 12 - Savassi

SAMBA DO CABRITO 2 - QUINTAL DO DIVINA LUZ





QUINTAL DO DIVINA LUZ APRESENTA NESTE FERIADO 03/06/2010 A PARTIR DAS 15:00hs O 2º SAMBA DO CABRITO.

COM A PARTICIPAÇÃO DO GRUPO "NA CADÊNCIA DO SAMBA".

SERÁ SORTEADO UM CABRITO.

INGRESSOS A R$ 12,00.

MAIORES INFORMAÇÕES: (31) 8775-9709 / 9154-4195.

RUA MARIA APARECIDA, 375-SÃO MARCOS

ÔNIBUS 3501A

CONSERVATÓRIO MUSIC BAR APRESENTA 28/05/2010 23hs:


Capim Seco

Conservatório Music Bar

Timbiras, 2041 - lourdes

Entrada: $ 12

Info: 2535-7133
click na imagem

quinta-feira, 27 de maio de 2010

SHOW COM FUNDO DE QUINTAL


Um dos maiores grupos de samba esta de volta a BH:
FUNDO DE QUINTAL ao vivo!
Hoje com a formação diferente o grupo segue com Ubirany, Bira, Ronaldinho, Flavinho, Sereno e Ademir Batera, sendo Ubirany, Bira e Sereno os únicos que permaneceram da formação de origem.
Sábado 12 de junho na Saga.
Ingressos a venda em todas as academias "Malhação".
Informações: 3342-1690.
Classificação: 18 anos.

Endereços Academia Malhação:

Av. Amazonas, nº 687 - 2º andar - Bairro Centro - BH - Tel: (31) 3271-1785
Av. Augusto de Lima, nº 134 - sl - Bairro Centro - BH - Tel: (31) 3213-7748
Rua Herculano de Freitas, 925 - Gutierrez - Tel: (31) 3291-3720
Rua da Bahia, nº 1709 - Bairro de Lourdes - BH - (31) 3504-1709
Av. Cristiano Machado, nº 4000 - Hipermercado EXTRA - BH - (31) 3426-3580
Av. Augusto de Lima, 555-3º and.-esquina S. Paulo-Centro-Tel:(31) 3222-4083
Av. Prudente de Morais, nº 1154 - Bairro Cidade Jardim - BH - (31) 3344-7155

SE LIGA NESSA...(DE LAPA CÁ...)








Marcelo Roxo Convida Pedro Miranda e Eduardo Gallotti diretamente da Lapa Carioca para o Cartola-Bar. . . Dia 2 de Junho, véspera de feriado!


CIRCUITO DE SAMBAS CARIOCAS

Circuito Sambas Cariocas, projeto que tem como objetivo levar um grupo de amantes do gênero para uma verdadeira maratona de samba na cidade maravilhosa. Aviso aos navegantes: as vagas são limitadas!



click na imagem p/ info.

Projeto Feira do Choro acabará por falta de patrocínio

Por Ocê no Samba

BH permite mais um absurdo cultural: o fim da Feira do Choro
O título é uma lamentação não só do Ocê no Samba que preza integralmente pelo que é feito e consumido em BH quando se fala em Samba e Choro. Mas para todos que veem na arte uma forma de mudança real no mundo. Todos os eventos, artistas e casas que se propõe a receber essas artes ganham não só a simpatia do Ocê, mas de todos que apreciam cultura. Pois é. Este texto é para comunicar que a Feira Tom Jobim, ou Feira do Choro, que fica no Funcionários, pertinho do Colégio Arnaldo terá sua última edição amanhã. O motivo? O de sempre. Falta de apoio ou percepção que a sociedade é mais complexa do que pensar apenas em materialismo burro e burocrático. Há uma necessidade clara de buscarmos algo a mais.
Em entrevista por telefone, a Curadora da Feira, Beatriz Myrrha, falou ao Ocê em tom de tristeza o que levou ao término de uma das mais bacanas iniciativas de BH. “Não havia apoio. O instituto Aletria orginalmente é voltado para a leitura, contadores de história. Mas, nossa diretoria sempre foi apaixonada pelo Choro e resolvemos bancar a ideia. Sobrevivemos um ano e cinco meses tirando dos bolsos o sustento do evento. Basicamente por essa falta de recursos que amanhã será a última vez que a feira será montada para nossa tristeza com essa perda para nós e para os amantes do Choro”, explicou Beatriz com grande pesar.

CULTURA E EDUCAÇÃO (Por Mestre Afonso*)

*Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso, é natural de Belo Horizonte. Músico, produtor, radialista, colunista, está imerso no mundo do samba há 50 anos. Como diretor de Bateria, é detentor de vinte notas dez e vários Tamborins de Ouro, maior premiação individual no Carnaval de Belo Horizonte. Há seis anos, é colaborador do Programa Acir Antão, como repórter do samba, na Rádio Itatiaia, todos os domingos. A partir de agora passa também a colaborar com esse blog. Toda sexta-feira, a COLUNA DO MESTRE AFFONSO oferece dicas de rodas de samba, conta histórias e causos e passa um pouco de sua experiência.

"Ouço sempre alguém dizer que somente através da educação nossas crianças e jovens terão oportunidades na vida. Acho esse discurso hipócrita, principalmente por saber que a maioria dos defensores dessa tese, jamais pisou nos becos e vielas da cidade. Essa maioria é formada por intelectuais vindos de famílias abastadas, é a turma dos que gostam de protestar, dar palpites, mas que não gosta de colocar a mão na massa.

Enchem a boca para falar de educação como se a educação no Brasil fosse a 8ª maravilha do mundo. O que temos são professores ganhando mal, em vários casos ensino de péssima qualidade, escolas caindo aos pedaços, enfim, antes de qualquer coisa, teríamos que educar a educação.

A não ser através da iniciativa privada jamais vimos projetos de grande monta em relação à educação. O governo até que tenta, mas são tantos os obstáculos, que até o governo vai mantendo a coisa em Banho Maria: um projetinho aqui, outro projetinho ali, mas nada que verdadeiramente atinja as necessidades do povo.

Na minha maneira de pensar, neste caos que estamos vivendo em Belo Horizonte (já temos até Skinhead, é mole?) três caminhos poderiam ser a verdadeira educação: a religiosidade, o esporte e a cultura. Isto porque estes são pilares que aglutinam comunidades, tornando mais fácil a aproximação e conseqüentemente a educação. A religiosidade é sem sombra de dúvidas um grande caminho, quem está perto de Deus está protegido. Antigamente, na minha geração, o jovem pegava seu material esportivo e através de uma disciplina rígida, aprendia o valor da vida. Hoje o esporte está restrito em seus espaços, e o que é pior, as classes menos favorecidas têm muita dificuldade de acesso a ele. No caso da cultura a coisa fica pior, bem pior. Ninguém gosta de bagunça: bares e carros com som altos, desrespeito à vizinhança, enfim, todos têm o direito de escolher a paz e o silêncio como forma de descanso. Mas também não podemos nos esquecer que a cultura oferece inúmeras oportunidades àqueles que por qualquer motivo não tiveram outras oportunidades. Os atuais administradores não têm culpa de Belo Horizonte não ter espaços para a cultura, eles receberam a cidade assim. Mas esses administradores deveriam pensar e projetar espaços para que uma enorme camada da sociedade tenha direito à diversão e às oportunidades profissionais que a mesma oferece. Simplesmente criar leis que proíbem a diversão é diminuir espaços e fomentar a marginalidade, que acaba sendo uma enorme saída para muitas crianças e jovens. Infelizmente esta é uma cruel realidade.

Na verdade, o que precisamos é rever conceitos, avaliar fatos e criar uma saída. Isto para que não sejamos condenados, como já está acontecendo, a sermos prisioneiros de um mundo marginal e violento. Não somos hipócritas a ponto de dizer que a cultura irá resolver todos os problemas. O que queremos dizer é que a cultura pode minimizar as dificuldades que estamos vivendo. Se cada um fizer a sua parte Belo Horizonte poderá voltar a ser a cidade das serenatas, os clubes poderão voltar a ser ponto de reunião dos nossos filhos e netos, enfim, poderemos fazer voltar a alegria que sempre fez parte do nosso povo. Talvez até possamos andar pelas ruas sem medos, como era feito no passado. Era lindo ouvir o hino nacional a cada início de aula, era maravilhoso tomar bênçãos dos mais velhos, era divino ver que a educação começava em nossas casas, passava pelos vizinhos e tinha sua continuidade nas salas de aulas. Belo Horizonte era a Cidade Vergel, nós éramos felizes e sabíamos!

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista."

mestreaffonso@bol.com.br

Blog: http://mestreaffonsozip.net

Itaúna recebe oficinas culturais do Programa Música Minas

O Programa Música Minas realiza oficinas culturais gratuitas na cidade de Itaúna, localizada a 79 quilômetros de Belo Horizonte, na região centro-oeste de Minas. As atividades acontecem no dia 29 de março, segunda-feira, a partir das 14h30, no Teatro SESI Vânia Campos (Av. São João, nº 4147 - Centro). Os interessados podem se inscrever e obter mais informações através dos telefones (37) 3241-8234/ 9921-9195, com Rosângela Machado.
As oficinas são promovidas como contrapartida ao edital de circulação do Programa Música Minas. O Programa é uma iniciativa do Fórum da Música de Minas Gerais em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais e tem como principal objetivo promover a exportação e disseminação da música mineira.
Oficinas:

Renegado - Oficina de Música - Hip Hop, Rap e DJ
Nesta atividade, os alunos terão contato com as técnicas do hip hop, como forma de estimulá-los à praticar arte. Além destes temas específicos, também serão abordados outros, como: histórico da formação de vilas e favelas no Brasil, racismo, violências, organização comunitária, história da cidadania, patrimônio publico, dentre outros. Para a realização da oficina, Renegado estará acompanhado pelo DJ Spider (Plínio Venturim Ferreira). Serão oferecidas 30 vagas, para alunos de qualquer faixa etária.
Aline Calixto - Identidade e representação do samba
Primeiramente, será feita uma abordagem geral sobre o porquê da importância de um estudo mais aprofundado sobre as composições, bem como as referências que a elas foram incorporadas. Em seguida, serão apresentados aos participantes quatro sambas, cada um composto em um período distinto um do outro. Cada samba será ouvido e comentado. Cada participante receberá uma folha a qual fará sua análise a respeito de cada samba. Após as anotações, o grupo irá compartilhar as leituras críticas realizadas sobre as composições. Público-alvo: Interessados sobre o samba e a música popular brasileira e não é necessário conhecimentos prévios sobre composição.
Lucas Avelar - Contrabaixo Elétrico
A oficina busca em primeiro plano mostrar e promover o instrumento contrabaixo elétrico, suas possibilidades e formas de execução, suas características principais e as que fogem um pouco do padrão. Levando em consideração sua historia e mudanças ao longo de sua trajetória, podemos levar este instrumento a execuções antes pouco promovidas. Os participantes irão ver o baixo em sua função padrão, onde este conduz a música com suas freqüências graves, e também na função harmônica (chord bass*Two –Hands*harmonics bass), função melódica (tapping*solo*improvisação) e rítmica mostrada pela técnica muito conhecida e extraída dele (slap*slap triplo*dolb pluck*thumb). Além disso, serão apresentadas dicas e técnicas de regulagem do som do instrumento, mixagem, timbres e técnicas para mapear e escrever músicas, ou seja, como "tirar" músicas de forma rápida e eficiente.
Público-alvo: estudantes da música, baixistas iniciantes ou avançado e músicos em geral. Serão oferecidas 10 vagas, para alunos a partir de dez anos. É necessário ter conhecimento mínimo do braço do instrumento e formação de acordes.

BIRA DA VILA LANÇA CD

O CANTOR E COMPOSITOR E AMIGO BIRA DA VILA LANÇA SEU PRIMEIRO CD DIA 08/06/2010 NO RIO.
click na imagem p/ maiores informações.
Para quem estiver passando por lá, é uma boa pedida.

Saiba como comprar o seu ingresso, antecipadamente, através o e-mail:
http://br.mc1127.mail.yahoo.com/mc/compose?to=biradavila@click21.com.br
Mais sobre o artista:"O cantor e compositor Ubirajara Silva de Souza, mais conhecido como Bira da Vila São Luiz, nasceu dia 8 de janeiro de 1963, na Vila São Luiz, Duque de Caxias-RJ. O Pai, Seu Jair, foi a primeira fonte de inspiração – devido ao andar gingado de malandro de S. Jair, aos 14 anos Bira prestou uma homenagem ao pai e compôs seu primeiro samba "O Malandrinho". Bira da Vila foi apadrinhado pelo amigo e maior ídolo artístico Luiz Carlos da Vila, com quem possui uma forte parceria musical. Teve "Sorriso de Banjo", sua primeira composição, gravada por Jovelina Pérola Negra no disco "Vou na Fé" de 1993. No ano de 2002, numa parceria com Riko Dorilêo, compôs "Ventos da Liberdade", que é considerada o Hino da libertação de Angola e é tocada até hoje nas principais rádios do país. Bira é citado no Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, na biografia de Zeca Pagodinho e no livro "Heranças do Samba" de Aldir Blanc, Hugo Sukman e Luis Fernando Vianna. Zeca gravou a música "Então Leva", composição de Bira em parceria com Luiz Carlos da Vila, que está presente no ultimo disco de Zeca Pagodinho" (divulgação).

O Fórum da Música de Minas Gerais convida o setor musical para um importante encontro

No próximo dia 26 de maio - quarta-feira - às 19 horas no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa o Fórum da Música de Minas Gerais convida o setor musical e a imprensa para um debate sobre a descontinuidade do programa Música Minas.
O Fórum da Música de Minas vem a público externar sua grande preocupação com a situação imposta à produção cultural mineira pela Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais. Baseada num parecer da Advocacia Geral do Estado, esta Secretaria travou todos os repasses de verbas para os programas de apoio à cultura de Minas Gerais.
Desta forma, encontram-se estagnadas importantes ações que vinham sendo desenvolvidas, com resultados expressivos e convincentes como o conveniamento do programa Mais Cultura (aí incluídos cerca de 300 Pontos de Cultura) e o Programa Música Minas, em sua segunda edição. Esta posição da SEC, na interpretação de uma norma baixada pelo TSE, interrompe a continuidade das principais ações culturais do Estado e a nosso ver fere a Constituição, por conferir ao TSE um poder legislativo que absolutamente não lhe cabe.
O subjetivismo das interpretações do Governo de Minas e a literalidade nem um pouco sábia da AGE, ao mesmo tempo em que inibem as réplicas objetivas – já que outros estados vêm realizando inúmeros convênios da mesma natureza e o próprio Governo de Minas renovou o convênio com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais - que temos apontado como bases para um diálogo mais produtivo e que leve à rápida solução desse impasse.
Dessa forma frustram toda uma categoria social organizada ao interromper pura e simplesmente, de forma unilateral e autocrática, os importantes compromissos que o Fórum da Música de Minas havia assumido internacionalmente. É bom enfatizar que tais compromissos foram firmados, primeiro, em decorrência do sucesso inegável do Programa Música Minas em seu primeiro ano de implementação e, em seguida, a partir da declaração explícita feita em público pelo então Secretário de Estado da Cultura, Sr. Paulo Brant, que, com todas as letras, em assembléia do setor realizada em dezembro de 2009, garantiu, diante de centenas de artistas e produtores culturais, a continuidade do Programa.

O mais grave é que os acordos internacionais anteriormente firmados, como a participação de artistas mineiros em feiras internacionais e rodadas de negócio estão sendo descumpridos, com o péssimo ônus de perdermos credibilidade e passarmos por irresponsáveis e levianos diante do mundo, uma a vez que não existe a mínima condição de cumprirmos tais acordos internacionais sem o concurso dessas verbas previamente comprometidas pela SEC.
Queremos deixar claro que consideramos a interpretação da norma do TSE, ora em vigor dentro da SEC, despropositada, por levar ao absurdo de termos que parar todas as ações culturais do Estado a cada dois anos, pois todos sabemos que esta é a periodicidade de eleições no Brasil. Basta dizer que tais orçamentos fazem parte do planejamento do Estado para o ano de 2010 e estão disponíveis para o conveniamento em rubricas específicas, passando longe de qualquer doação eleitoreira, a que se refere a norma do TSE.
Certos de que o bom senso finalmente prevalecerá sobre tais interpretações subjetivas e casuísticas, os participantes das cinco entidades organizadas que compõem o Fórum da Música de Minas e que representam quase a totalidade da classe musical do Estado, convocam todos os interessados a se manifestarem e exercerem pressão legal e positiva sobre o governo do Estado, para que voltem a vigorar imediatamente a inteligência e a lógica.
As eleições livres e democráticas são uma conquista inestimável da população e não podem servir de pretexto para estagnar a criatividade e capacidade do artista mineiro. A Cultura não pode parar.
O Fórum da Música de Minas é formado por cinco entidades organizadas da cena musical mineira: a AAMUCE - Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina, a AMMIG - Associação dos Músicos de Minas Gerais, a COMUM - Cooperativa da Música de Minas Gerais, o FEM - Fora do Eixo Minas e a SIM - Sociedade Independente da Música.

Serviço:

Encontro do Fórum da Música com o setor musical
Data: 26 de maio de 2010 - quarta-feira
Horário: 19 horas
Local: Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – Praça da Liberdade, 21 – Lourdes

visite http://musicaminas.blogspot.com/

DÓRIS EM Sta TEREZA


Samba Santê apresenta a cantora Dóris e Banda toda sexta, as 21hs, com a participação de DJ'S.
Local: Recanto da Seresta - Pça Duque de Caxias, 120-Sta. Tereza.
click na imagem p/ ampliar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

MANGUEIRA VEM DE NELSON CAVAQUINHO PARA O CARNAVAL 2011.


A Mangueira escolheu como enredo de 2011, o grande compositor mangueirense Nelson Cavaquinho e a sinopse p/ aqueles que quiserem concorrer e mesmo conhecer um pouco da vida deste mestre, encontra-se no link: http://www.mangueira.com.br/mangueira/
O enredo é uma colaboração da grande interprete do autor, Beth carvalho, juntamente com Sergio Cabral e desenvolvido pela comissão de carnaval.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ataque a Comunidade Quilombola de Mangueiras

"Amigos recebi esses dois informativos sobre mais uma medida autoritarista e burra do nosso querido prefeito mais que imperfeito Márcio Lacerda. Agora ele quer mudar a lei de ocupação do solo para beneficiar alguns poucos empresários e construir abrigos para Copa 2014! Até aí tudo bem o problema é que para isso serão destruídos 6 milhões de metros quadrados de área de preservação em Belo Horizonte e 29 nascentes e isso tudo no quintal da já defasada área que pertence a Comunidade Quilombola de Mangueiras (vejam texto em anexo). Mais uma vez os interesses sociais sendo rechaçados em prol de interesses privados..."
Na última Sexta-Feira, dia 09 de Abril, a Prefeitura de Belo Horizonte protocolou uma emenda substitutiva ao Projeto de Lei 820/09 (que altera a Lei de Uso e Ocupação do Solo) que é, no mínimo preocupante:
Neste substitutivo, a PBH promove o maior atentado às áreas verdes da história de BH. Nele, a lei que garante o status de área de preservação ambiental da Mata das Borboletas é revogada e é nele que também se encontra a operação urbana que acaba com 60% da Mata do Planalto.
Como se isso não fosse o suficiente para protestar, o Prefeito Márcio Lacerda ainda protocolou, no apagar das luzes, a "Operação Urbana Regional Isidoro", que é a intenção de construir um conjunto com 75 mil apartamentos na maior área de preservação ambiental de Belo Horizonte - a Mata do Isidoro (também conhecida como Granja Werneck).
A Operação Urbana do Isidoro acabará com 6 milhões de metros quadrados de área de preservação em Belo Horizonte e suprimirá 29 nascentes no processo. Pior, além de criar um déficit ambiental, esta operação ainda sobrecarregará as contas públicas e piorará substantivamente a qualidade de vida de quem mora em BH.
Repasse este em forma de e-mail a todos que você conhece.
É importante lembrar que como a PBH protocolou uma emenda, esta não pode ser modificada, pode apenas ser derrotada pelos vereadores em plenário, o que torna ainda mais difícil nossa luta.""

==================================================================
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FAFICH
Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais – NuQ/UFMG

Quilombo de Mangueiras, em Belo Horizonte, pode ser impactado pela Copa de 2014
O Quilombo Urbano de Mangueiras, em Belo Horizonte , com processo avançado de titulação junto ao INCRA, está ameaçado por um projeto de urbanização da Prefeitura do Município de Belo Horizonte. O projeto apresenta como uma de suas justificativas a construção de alojamentos para a Copa do Mundo de 2014, uma Vila da Copa.
Em 2008 uma equipe de antropólogos da UFMG elaborou um detalhado Relatório Antropológico de Caracterização Histórica, Econômica e Sociocultural do quilombo (uma verdadeira etnografia com mais de 200 páginas) que integra o processo de RTID do INCRA, já publicado no DOU. Parte do perímetro de cerca de 20 hectares pleiteado é hoje terra da família Werneck, uma influente família na cidade, que detém uma grande área não urbanizada na região. O espaço que até pouco tempo era desvalorizado, por estar em uma das regiões mais pobres de Belo Horizonte e devido ao seu relevo acidentado, se tornou em poucos anos cobiçado pelo mercado imobiliário, diante de realização de empreendimentos públicos, principalmente após a construção do novo Centro Administrativo do Governo Estadual, localizado a cerca de 5 quilômetros da Comunidade Quilombola de Mangueiras.
A família entrou com contestação ao Relatório Antropológico junto ao INCRA, há quase um ano, mas o recurso ainda está em análise. Simultaneamente, esta mesma família tem negociado junto com outros empreendedores e a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, um projeto de urbanização da região lançado com grande euforia no final de março, na mídia local.
Para a viabilização do empreendimento, a prefeitura propôs a alteração da Lei de Uso e Ocupação do Solo para a região, que já se encontra em discussão na Câmara de Belo Horizonte. Em uma das matérias de um jornal local, a atuação entre prefeitura e empreendedores privados tem sido chamada de “operação urbana consorciada”, pois em troca da aprovação desse novo zoneamento, os empreendedores se comprometeriam em financiar infraestrutura e equipamentos públicos para este “novo espaço”. Com as mudanças, a permissão para construir na área aumentaria de 16,3 mil para 72 mil unidades habitacionais, um aumento de 440% da capacidade atual, com estimativa de custo de 7,7 bilhões. No acordo também faz parte o empréstimo de 3 mil unidades habitacionais para abrigar a Vila Olímpica durante a Copa do Mundo de 2014 (Jornal Estado de Minas, 28/03/2010, p.26-27).
Tanto o novo zoneamento da região, quanto a proposta do empreendimento, desconsideram o processo de titulação da Comunidade de Mangueiras junto ao INCRA. Os dois parecem considerar apenas a atual posse do grupo e não o território pleiteado, embora a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte tenha sido devidamente notificada pelo INCRA sobre o processo de regularização territorial em curso. Sobre parte desse território está prevista a criação de uma RPPN e a construção de uma via “pública”, com 16 pistas, no moldes da Avenida Antônio Carlos, nesta capital.
Núcleo de Estudos Sobre Quilombos e Populações Tradicionais – NuQ/UFMG Av. Antônio Carlos, 6627 -Pampulha -Belo Horizonte -MG CEP 31270-901 -FAFICH -Sala 4150 -Fone: +55 (31) 3409.6304
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FAFICH Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais – NuQ/UFMG
O receio é que, em pouco tempo, comecem as obras de urbanização dentro do perímetro pleiteado, prejudicando de modo irrecuperável o direito ao território do Quilombo de Mangueiras. Tal risco é ainda maior diante dos fortes interesses imobiliários envolvidos no caso, bem como do fato do projeto vir atrelado às obras preparatórias para a Copa do Mundo de 2014, o que pode fazer com que prazos e embargos que deveriam ser respeitados venham a ser facilmente ignorados.
Cabe destacar que o Quilombo já vinha sendo pressionado pela ocupação urbana desordenada à sua volta, com graves prejuízos ambientais. O fato, contudo, de um projeto oficial de ocupação ser lançado sem considerar o pleito territorial da comunidade quilombola ali existente é ainda mais grave e demanda medidas urgentes de proteção.
Mangueiras
A comunidade Quilombola de Mangueiras é composta por 19 famílias residentes em 15 casas. Todos descendentes do casal de lavradores negros, Cassiano e Vicência, na segunda metade do século XIX, anterior a criação da cidade de Belo Horizonte.
Esse casal, junto com seus 12 filhos, utilizavam estas terras para seu sustento e para a reprodução do seu modo de vida, em uma área de aproximadamente 8 alqueires, cerca de 387 mil metros quadrados. Do território original o grupo hoje vive em cerca de 17 mil metros quadrados, dos quais, cerca de 90% apresentam fortes restrições ambientais devido a forte aclividade da área e das inúmeras nascentes de água.
Histórico de Invisibilidade
Este grupo tem sofrido processos contínuos de invisibilidade. Apesar do grupo possuir uma territorialidade centenária, a história oficial da cidade não a considera. Sua presença sempre fora invizibilizada por outros grupos sociais presentes na mesma região, portanto, não é de se estranhar que a instalação da família Werneck na região, por volta da década de 20, tenha transformado a então Região do Isidora em região da Granja Werneck.
O registro do auto-reconhecimento pelo Estado Brasileiro em dezembro de 2005, e o processo de titulação realizado pelo INCRA, parece não ter sido suficiente para que os empreendimentos realizados nos últimos anos considerasse a existência desse grupo social e considerasse medidas que resguardassem sua territorialidade frente aos impactos gerados por tais empreendimentos. Só nesses últimos anos foram pelo menos 4 grandes empreendimentos no chamado “vetor norte” de Belo Horizonte, a maioria, realizada pelo governo do Estado de Minas Gerais: o fortalecimento do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, a duplicação da MG-10, conhecida por Linha Verde, a construção do novo Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais e a duplicação da MG-20 que subtraiu parte de seu território.
Como a história parece se repetir, a comunidade foi surpreendida pelo anuncio desse novo empreendimento, que segundo os jornais, tem sido negociado a mais de um ano. Durante esse tempo a comunidade não foi convidada para participar de nenhuma discussão sobre o projeto. Um dos maiores desafios do grupo ao longo do último ano foi o de tentar inserir no
Núcleo de Estudos Sobre Quilombos e Populações Tradicionais – NuQ/UFMG Av. Antônio Carlos, 6627 -Pampulha -Belo Horizonte -MG CEP 31270-901 -FAFICH -Sala 4150 -Fone: +55 (31) 3409.6304
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – FAFICH Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais – NuQ/UFMG
endereçamento oficial da cidade, o Quilombo de Mangueiras, e assim poder registrar sua Associação. Enquanto isso uma das matérias publicadas afirma que a área é uma das “últimas áreas livres” de Belo Horizonte, ou ainda que ela pertenceria a alguns poucos proprietários.
Nessa semana, ainda sob o impacto da morte de sua liderança histórica e presidente da Associação Quilombola de Mangueiras, o Sr Valter Silva, representantes da comunidade se reuniram com o Procurador da República em Minas Gerais , Dr. José Jairo Gomes, que ficou de estudar o caso. Esperamos que o Ministério Público atue de forma que prevaleça o interesse social da proteção de um território étnico seja resguardado frente ao interesse privado, por maior que ele seja.
Para além desta frente junto ao Ministério Público Federal, nós antropólogos e pesquisadores associados do Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais NuQ/UFMG pedimos apoio na divulgação desta moção e na luta das comunidades tradicionais pela permanência em seus territórios.
Belo Horizonte, 12 de abril de 2010
Núcleo de Estudos Sobre Quilombos e Populações Tradicionais – NuQ/UFMG Av. Antônio Carlos, 6627 -Pampulha -Belo Horizonte -MG CEP 31270-901 -FAFICH -Sala 4150 -Fone: +55 (31) 3409.6304
Recebido por e-mail do amigo Marçal.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

NA CADÊNCIA DO SAMBA* (Por Mestre Afonso)

Diz com muita propriedade o meu amigo e irmão Marilton Borges, que existem apenas dois tipos de música, música boa e música ruim. E aqui temos que lembrar que esta máxima serve para todo gênero musical. Partindo daí vou logo para a minha praia que é o samba. Como bem disse Vinícius de Moraes: “Fazer samba não é contar piada, quem faz samba assim não é de nada, o samba é uma forma de oração”. Falou e disse Seu Vinícius. Pena que muita gente faz samba ou faz do samba uma forma de irritar aqueles que verdadeiramente lutam pela poesia, pela harmonia, pela causa e pelo engrandecimento. Dos compositores aos “comprositores”, muita água suja passa debaixo da ponte da nossa arte maior. E aqui não entro nessa besteira de falar em samba de raiz, porque tivemos muita porcaria no passado, assim como no presente, e com certeza no futuro.
Sei que muita gente vai ficar magoada, mas não é essa a minha intenção. Quero apenas apresentar o belo, jamais me esquecendo que várias outras belezas existem pela cidade de Belo Horizonte. Hoje quero falar do grupo “Na Cadência do Samba”, ou melhor, quero falar daquela fantástica roda de samba que acontece todos os domingos no Terreiro de Jorge, São Jorge, terreiro do Serginho Divina luz, Rua Maria Francisca, 375 – Bairro São Marcos – 17hs, aos domingos.
Em primeiro lugar lá acontece o respeito a todos os artistas. Forma-se uma roda tendo como base o Grupo Na Cadência do Samba, devidamente energizada por Marina Gomes e Arthur Carvalho, derrama-se pelas cordas e couros sentimentos, saudades, vontades, sonhos sonhados, e sonhos vividos... A pureza que emana do propósito do encontro nos enche de felicidade e orgulho. Felicidade em saber que “podam-se os galhos, colhem-se as frutas e outra vez se semeia, e no fim desse labor, surge outro compositor com sangue novo nas veias”, como falou Cartola. O orgulho é de ver gente de várias classes sociais e idades, pisando com a força da resistência aquele humilde chão de terra batida. Eles fazem do samba sua bandeira: corpos suados, rostos vibrantes, emoção à flor das peles. O carinho e respeito com que todos me tratam não podem ser esquecidos. Pedidos de benção, beijos em minhas mãos, amor saindo pelos poros e pingando na alma, minha alma.
Quando sou chamado para cantar, meu cantar é interior. É o mosaico de mim mesmo, minhas alegrias e tristezas vividas: amigos que hoje moram em outro plano, sonhos que se tornaram ou não realidade, entendimento que o tempo tingiu de branco os meus poucos cabelos, mas que a alma continua jovem pela força daquela gente. Sei que meu tempo está se esgotando, que um dia serei apenas saudade, mas sei também que ajudei a plantar as sementes do samba e do bem. Ser chato e exigente às vezes faz parte da construção. Mas graças a Deus jamais carreguei a bandeira da falsidade, da omissão ou da desonestidade, falo o que penso. Amém!
O samba termina às 21 horas, respeitando a boa vizinhança. Tomo mais uma, saio devagar, vou até o carro sorvendo o gosto daqueles incríveis momentos. Muitas vezes na solidão do caminho, minha mente se volta para o Criador. Deus me conduz pelas mãos, lágrimas de alegria escorrem pelo meu rosto. A vida passa pela minha mente, humildemente sinto o gosto do dever cumprido. Lembro-me de beijos no rosto dados pelo Jorginho Pintor e pelo “Primo”. Lembro-me da minha roda de amigos, Bartô, Maristela, Carlos e Alzira, lembro-me de tantos abraços e beijos recebidos, sinto-os como flores colhidas no quintal do amor.
Muito obrigado a todos!
Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
mestreaffonso@bol.com.br Blog: http://mestreaffonsozip.net/
*Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso, é natural de Belo Horizonte. Músico, produtor, radialista, colunista, está imerso no mundo do samba há 50 anos. Como diretor de Bateria, é detentor de vinte notas dez e vários Tamborins de Ouro, maior premiação individual no Carnaval de Belo Horizonte. Há seis anos, é colaborador do Programa Acir Antão, como repórter do samba, na Rádio Itatiaia, todos os domingos. A partir de agora passa também a colaborar com esse blog. Toda sexta-feira, a COLUNA DO MESTRE AFFONSO oferece dicas de rodas de samba, conta histórias e causos e passa um pouco de sua experiência.

TERREIRO GRANDE e CRISTINA BUARQUE cantam Candeia * LANÇAMENTO NACIONAL CD‏






“Terreiro Grande e Cristina Buarque cantam Candeia”
em novo show de Lançamento Nacional de seu novo cd em Belo Horizonte
Data: 1º de maio de 2010
Horário: Abertura às 15hs, exibição do documentário Terreiro Grande às 15:30.
Logo em seguida, começa a apresentação de uma grande roda de samba.
Na entrada, degustação da legítima e premiada cachaça mineira “Áurea Custódio”
Entrada: R$20,00 * Ingressos vendidos no dia do show, a partir das 10hs.
Local: CentoeQuatro, na Praça Rui Barbosa, 104, Centro, Belo Horizonte.
Estacionamento próprio * Av. Santos Dumont, 218
R$5,00 com serviço de acompanhamento até seu veículo
Info: 3222-6457 www.myspace.com/lilianmacedo

A cantora Cristina Buarque e o grupo Terreiro Grande fazem em Belo Horizonte o lançamento nacional do disco “Terreiro Grande e Cristina Buarque cantam Candeia”. A apresentação será no CentoeQuatro, em 1º de maio de 2010. O show será dedicado às canções do compositor Candeia (1935-1978) e terá um formato diferente: músicos e cantora estarão em uma mesa, no meio do público, para que seja formada uma grande roda de samba. Antes, haverá a exibição do documentário “Terreiro Grande”, sobre a reunião do grupo de amigos em torno do samba.
O projeto do disco de Cristina com o Terreiro surgiu a partir de um convite do pesquisador João Baptista Vargens para o relançamento de sua biografia sobre o compositor, intitulada Candeia, luz da inspiração. A primeira apresentação, realizada inicialmente em São Paulo , no mês de fevereiro passado, foi um grande sucesso, com três dias de ingressos esgotados no Teatro FECAP. O espetáculo resultou na gravação do segundo CD reunindo Cristina e o Terreiro Grande, que chega agora ao público.
Compositor de importância fundamental na escola de samba Portela, Candeia foi também uma das maiores lideranças que o samba teve, figurando ao lado de Paulo da Portela no panteão máximo daquela escola. Fundador da Escola de Samba Quilombo, um marco da luta contra a descaracterização do carnaval, Candeia é hoje uma das mais importantes referências de uma nova geração de sambistas, que tem no Terreiro Grande um de seus principais representantes.
“Candeia tem uma importância incalculável. Dentro do samba, enquanto movimento, foi o primeiro a se mobilizar em prol da participação do sambista no processo de criação, de dominação e de controle absoluto sobre a arte por ele mesmo criada”, diz Renato Martins, do Terreiro Grande, que continua: “Candeia foi um sambista completo. Bom compositor, bom partideiro e bom ritmista, fora tudo isso que já foi abordado. É um dos mais respeitados nomes do samba. Deixou uma obra invejável gravada e uma obra inédita enorme”.
Neste espetáculo, Cristina Buarque e o Terreiro Grande trabalham a fundo em mais uma pesquisa para trazer ao público pérolas inéditas ou desconhecidas, além de clássicos imortais como Dia de graça e Portela é uma família reunida (com Monarco); sambas-enredo como Riquezas do Brasil (com Waldir 59); e partidos-altos como Que me dão pra beber.
O grupo Terreiro Grande traz amigos que cantam e tocam sambas pouco conhecidos dos compositores antigos ligados à escola de samba. Eles vêm do Grêmio Recreativo Tradição e Pesquisa Morro das Pedras, da periferia de São Paulo, fundado em abril de 2001 e que encerrou as atividades em dezembro de 2006. Sobre os “meninos”, Cristina Buarque diz: “Uma roda de samba com eles pode durar 8 horas sem repetir o repertório. A música, para eles, é alegria e diversão – todos trabalham em outras áreas – e não existe aquela vaidade e hipocrisia tão comuns hoje em dia”.
No palco, Renato Martins (agogô e voz), Edinho (cavaquinho e voz), Roberto Didio (surdo e voz), Lelo (violão e voz), Luizinho (pandeiro e voz), Eri (caixa de fósforo e voz), Tuco (cavaquinho e voz), Jorge (tamborim e voz), Bocão (voz), Neco (reco-reco e voz), Pereira (tamborim e voz), Careca (tamborim e voz), Cardoso (violão e voz), Alfredo Castro (cuíca e voz), Buião (voz) e Marcelo Cabeça (voz) unem-se à voz de Cristina Buarque para uma grande homenagem ao samba tradicional, sua cultura e história contada através das músicas de Candeia.
Para os shows, Cristina Buarque e o Terreiro Grande prepararam um imenso repertório com canções de Candeia. São elas:

Samba da antiga / Viver / Canção da liberdade / Nova Escola / Dia de Graça / Falsa inspiração / Vem prá Portela / Portela é perfume da flor / O ideal é competir / Portela é uma família reunida / Riquezas do Brasil / Legados de D. João VI / Brasil panteão de Glórias / Saudade / Criança Louca / Ilusão perdida / Foi ela / Saio de casa e vou pra rua / Não vem que assim não dá / Que me dão pra beber / Meu dinheiro não dá / Partido da Clementina / Vida apertada / Os Lírios / Miragens do deserto / Peso dos anos / Felicidade é ser gente / Já fui Feliz / Não é bem assim / Magna Beleza / Amor Oculto / Atendendo o apelo / Era quase madrugada / Não se vive só de orgia / Deixa de zanga / Brinde ao Cansaço / Prece ao Sol / A hora e a vez do samba / Chorei, Chorei / Vai pro lado de lá / A volta / Alegria Perdida / Sou mais o samba / Sinhá Sinhá / Regresso / Expressão do teu olhar / Apoteose / Samba livre / Faz de conta.

DOCUMENTÁRIO “TERREIRO GRANDE”


Ficha técnica
Terreiro Grande (2009, 63 min.)
Direção, produção e roteiro - Zeca Ferreira
Direção de fotografia - Pedro Urano
Som - Renê Brasil
Som adicional - Pedro Moreira (Paquetá)
Edição - Lulu Corrêa e Zeca Ferreira

Sinopse:
O filme se abre para os bastidores de um grupo de amigos unidos em torno do amor ao samba, sobretudo o samba de terreiro antigo, ligado às escolas de samba tradicionais do Rio de Janeiro. São trabalhadores comuns, homens do povo, gente que encontrou na música produzida por compositores igualmente humildes uma forma de expressão que traduz, ainda hoje, o cotidiano das classes pobres urbanas do Brasil. Os preparativos para um de seus raros shows são o mote inicial do documentário sobre a rapaziada paulista do Terreiro Grande, e ali já se pode sentir a força do encontro com o espírito desse gênero da música brasileira.Da coletividade de onde saem abraços, letras de improvisos e uma sonoridade harmoniosa e candente, emergem reflexões apuradas sobre a música popular e a história do país, sobre o peso compressor da indústria cultural, sobre a riqueza das referências melódicas e poéticas do samba e a necessária militância por uma cultura ligada aos pobres, aos dominados e explorados."

Link para amostra documentário
http://www.youtube.com/watch?v=58_XWNLhX2k

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DOMINGO A RODA CONTINUA NO QUINTAL DO DIVINA LUZ

AOS DOMINGOS "A RODA" CONTINUA FIRME NO BAIRRO SÃO MARCOS, QUINTAL DO DIVINA LUZ COM MUITA CERVA GELADA, MUITA ALEGRIA O VELHO SAMBA MARAVILHOSO APRESENTADO E PARTICIPAÇÕES ESPECIALÍSSIMAS.

Rua Maria Aparecida,375 - São Marcos
Ônibus 3501A
17:00hs. (Estamos a partir de domingo que vem (02/05) antecipando em 1(uma) hora o horário de início, será as 16:00hs.)

MARINA GOMES NO BAR CULTURA MINEIRA.(24/04/2010)

Neste sábado 24/04, Marina Gomes faz o samba no Bar Cultura Mineira no bairro Califórnia.
O bar é muito gostoso, pode-se tomar a cerveja embaixo da sombra da arvore ou para ficar na varanda coberta.
Quintal, cerveja gelada, tiro gosto, samba e gente bonita, mistura perfeita para o sábado no fim da tarde.

Cultura Mineira
Rua Sebastião Fernandes Brandão, 65, California (Velho)
16 horas
Entrada:5,00

CAPIM SECO RECEBE MARINA GOMES (23/04/2010)



Nesta sexta, 23/04/2010, dia de São Jorge o Grupo Capim Seco recbe como convidada a cantora e compositora Marina Gomes, no estúdio B.

click na foto p/ info.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

UCA, TIMBUCA, DANADA, MALVADA, ESQUENTA PEITO, ESFRIA SOL*(Por Mestre Afonso)

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o azedo do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome PINGA. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ÁGUA-ARDENTE. Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. (História contada no Museu do Nordeste). Não basta beber, tem que conhecer!!!
Que lindo o nosso folclore, quantos casos e causos nesses brasis brasileiros. E Minas: congada, marujada, jongo mineiro, poetas, músicos, pintores, escultores, etc. Temos cultura demais jorrando entre as montanhas. O que não temos é quem valorize e promova essa cultura à altura do que ela merece. Tudo por aqui é difícil. Embora algumas cidades de Minas Gerais prestigiem a cultura, Belo Horizonte, se deixarmos, vira o túmulo dela. Aqui nada pode ser feito, nada é preservado, a história não existe, a má vontade com a cultura popular é a bandeira de alguns dos nossos habitantes e a maioria dos nossos dirigentes políticos. Acabaram com os campos de futebol de várzea, a música incomoda, nossas manifestações culturais populares são jogadas para os cantos da cidade. Poucos são os que falam em criação de espaços, o que mais ouvimos é o discurso da extinção pura e simples. A cidade dos bares está virando a cidade do silêncio, do desemprego noturno, da falta de oportunidades para os menos favorecidos. Passear pelo centro à noite é uma verdadeira temeridade, o que podemos encontrar são os perigos que nos cercam. Perigos estes na maioria das vezes proporcionados por crianças e jovens que por falta de oportunidades, fazem dos caminhos da marginalidade sua opção de vida. Já temos até skinheads, é mole ou quer mais?
Existe solução? Existe sim. Como é feito em várias cidades do país, deveríamos encarar a cultura, principalmente a cultura popular, como fonte de profissionalismo, turismo e rendas. Deveríamos, como fez a cidade de São Paulo, que hoje tem um dos melhores carnavais do país, contratar profissionais capacitados para nos ajudar a desenvolver projetos de alta visibilidade. Falo sempre em carnaval porque esta festa é hoje em grande parte do país, uma fonte inesgotável de possibilidades: fonte de empregos, fonte de opções e desenvolvimento profissional.
Mas não basta querer fazer, é preciso saber fazer. Tentativas foram feitas com simpósios e outras coisas mais, mas nenhuma delas deu resultados porque tudo foi feito amadoristicamente, sem projetos, sem direcionamento. Pessoas importantes aqui estiveram, mas ninguém tirou proveito das suas palestras, porque em Belo Horizonte não existe, nem por parte das agremiações e nem por parte do poder, nenhum planejamento.
Folclore é vida, é história, é um dos principais pilares da formação de um povo.
Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
mestreaffonso@bol.com.br
Blog: mestreaffonsozip.net/

TERESA CRISTINA COM NOVO TRABALHO


Gravado ao vivo em show realizado no dia 27 de outubro de 2009, no teatro do Espaço Tom Jobim, no Rio, com direção musical do mestre Paulão 7 Cordas, este é o trabalho mais autoral de Teresa, em que predominam canções compostas por ela.

"Teresa Cristina é a dama do samba contemporâneo. Estrela da Lapa – sua história se confunde com a revitalização, a partir da década de 1990, desse celeiro cultural carioca –, a moça, com seu canto elegante e vigoroso, conquistou crítica e imenso público. Já são clássicos os discos que ela, acompanhada pelo grupo Semente, dedicou à obra de Paulinho da Viola.Queimou a língua quem tachou Teresa de tradicionalista, de excessivamente acomodada ao samba de terreiro. Melhor assim – ao vivo, novo trabalho da artista, comprova: esta moça é bamba – e não só ao microfone. Compositora talentosa, ela assina 10 das 26 canções apresentadas no show realizado em outubro, no Rio de Janeiro, registrado em DVD e CD pela EMI.Teresa honra o legado de Dona Ivone Lara e de Jovelina Pérola Negra: compõe com a mesma competência com que canta. “Menina/ Vem viver a vida/ Firme e decidida, como Deus bem quer/ Quem sabe essa é tua sina/ Para dormir menina e acordar mulher/ Cuidado com a sinceridade/ Já mataram a verdade e eu não li no jornal/ Que o mal dessa gente miúda/ É fazer da palavra glorioso punhal”, dizem os versos dela no acalanto Lembrança. Outra dela, Capitão do mato, namora o baião para homenagear os orixás e reafirmar a reverência da autora ao sagrado. Convite à tristeza é de deixar orgulhosa a pioneira Leci Brandão.Brejeiramente, Teresa interpreta o fox A história de Lily Braun (Edu Lobo-Chico Buarque) e faz releitura particular de A felicidade, clássico de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, os pais da bossa nova. A moça não se afoga na onda das boas cantoras que se metem a compor, fragilizando seu repertório e insistindo em “empurrar” canções de próprio punho. Com sua discretíssima elegância, evita as caras, bocas e poses fashion que vêm marcando a carreira de algumas colegas. Faz graciosos trejeitos – escolada, depois de críticas à sua postura “estátua”, no início da carreira –, mas deixa claro: está ali para ser ouvida, não para estrelar performances. Resumindo: tem gogó, régua e compasso. Quem duvidar pode tirar a prova dos noves em Morada divina, composta por ela e pelo craque Arlindo Cruz."

terça-feira, 20 de abril de 2010

AMANHÃ É DIA DO 2º PAGODE DO LEITÃO.

NO QUINTAL DO SERGINHO DIVINA LUZ, ACONTECE NESSA QUARTA-FEIRA, 21/04 O 2º SAMBA DO LEITÃO, ONDE SERÁ SORTEADO UM LEITÃO VIVO. A FESTA SERÁ ANIMADA PELO EXCELENTE GRUPO NA CADÊNCIA DO SAMBA E COMEÇA AS 15:00hs.
RUA MARIA APARECIDA,375 - SÃO MARCOS
ÔNIBUS 3501A

HOJE TEM SAMBA NO CARTOLA BAR

HOJE NA COMEMORAÇÃO DOS 16 ANOS DO CARTOLA BAR, TEM SAMBA E DA MELHOR QUALIDADE. A PARTIR DAS 21:00hs SE APRESENTAM POR LÁ NADA MAIS, NADA MENOS QUE WILSON MOREIRA E NOCA DA PORTELA JUNTAMENTE COM MARCELO ROXO, O ANFITRIÃO.
Ingresso: R$ 18. Mais informações: 3464-9778 ou http://www.cartolabar.com.br/
Rua Vila Rica 1168 - Caiçara

ACORDA BELOTUR* (Mestre Afonso)


Uma das minhas maiores alegrias, aí eu fico mesmo todo cheio, é quando meu nome é rejeitado para participar de comissões de carnaval ou para fazer parte da direção de qualquer órgão representativo das nossas entidades carnavalescas. E fico feliz, porque quando meu nome é citado para assumir algum cargo, alguém sempre se opõe dizendo que sou muito rigoroso, que não faço concessões. Melhor ouvir isto do ser chamado de capacho ou desonesto. Quando ajudo um político, faço-o porquê acredito que ele possa fazer alguma coisa pela causa do samba. Se divulgo, como colaborador, há seis anos na Rádio Itatiaia, no Programa Acir Antão, os sambas da cidade – sem cobrar nada de ninguém – faço-o como aqui nesta coluna, por amor ao samba e para colaborar com aqueles que fazem do samba sua subsistência. Sou intransigente, não abro portas para os que se aproveitam das fraquezas (aberturas) do samba de BH, para tirar proveitos apenas pessoais. Não sou contra quem ganha dinheiro com o samba, mesmo não sendo do meio. Os que me incomodam profundamente são aqueles, e aqui incluo até alguns profissionais do samba, que só fazem dele apenas uma escada para suas às vezes delirantes visões. Esses eu não engulo mesmo. São, na minha ótica, pessoas ou entidades nocivas que causam ao samba todos os prejuízos possíveis.

Na minha ótica, a maior culpada das derrotas do nosso carnaval é a BELOTUR. Durante 12 anos sofremos na pele a desorganização, o desconhecimento da matéria e até o preconceito de alguns diretores da empresa. A incompetência foi tanta, que sequer, em 12 anos, conseguiram fazer um regulamento digno ou formatar um desfile que se tornasse espetáculo. Sempre jogaram essas responsabilidades para os presidentes das entidades representativas das escolas de samba e dos blocos caricatos, que às vezes não sabem cuidar nem das suas próprias agremiações. E a coisa é tão séria, que existem “presidentes” que sequer são bem recebidos nas comunidades que dizem dirigir.

O tempo passou, temos uma nova administração, mas a BELOTUR continua quase a mesma, mudou um pouco porque hoje podemos notar maior interesse por parte dos seus diretores. Mas os erros se repetem. Já estamos em abril, nenhuma reunião pública foi feita, um monte de situações estão acontecendo por baixo do pano para tentar minimizar os erros, a Belotur não sabe fazer carnaval. E já que não sabe fazer carnaval, porque não contratar uma assessoria profissional, que inclusive diminuiria os custos do carnaval belo-horizontino?

No caso dos regulamentos a coisa vira piada quando colocam apenas UM jurado para julgar cada quesito. Se o jurado não gostar ou gostar de uma agremiação, está com a faca e o queijo para prejudicá-la ou ajudá-la, como aconteceu em 2008 e 2009. O mesmo jurado deu nota 10 para uma comissão de frente que sequer esteve na avenida e no outro ano, deu nota 9,5 para uma camisa amarrada em um pedaço de pau. Aqui não culpo a agremiação, problemas acontecem. Mas aceitar a incompetência por parte do jurado e de quem o escolheu por duas vezes, aí já é outra conversa. E o pior é que esses jurados são escolhidos ou aceitos, no caso das escolas de samba, pelo presidente do SAMBADEZ, que também é presidente de uma das nossas escolas de samba. Esta é uma, apenas uma, das dezenas de aberrações existentes no nosso carnaval. Carnaval da vergonha, das arrumações e da irresponsabilidade.

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.


Por Mestre Afonso.

NILTON MARAVILHA

NILTOM MARAVILHA ENTROU "NA RODA"

O samba sempre agregou pessoas, ritmos e tendências. Temos do samba-funk ao samba-rock. Mas ontem, domingo, no Quintal Divina Luz, na casa do Serginho do bairro São Marcos, o cantor Nilton Maravilha provou que o Clube da Esquina Milton Nascimento também dá samba. Lógico! Estamos na terra de Lô, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta, Bituca e quem mais chegar à esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Santa Teresa.Mas são raros os momentos em que o movimento se faz presente nas rodas da cidade. Alguns mais da antiga defendem que o Clube da Esquina (ao lado do rock, do pop e outras ondas dos anos 80) abafou o samba produzido na cidade
Pois Nilton Maravilha desafiou o público e "A RODA" a seguirem o trem azul. Em sua canja, fez Maria,Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant) quase á capela. A mulherada, principalmente, foi junto em um forte coro. Mas Maravilha foi além e recitou Quem sabe isso quer dizer amor (Lô Borges e Márcio Borges), já com a levada do tan tan, pandeiro e surdo. "A RODA" foi junto e a partir daí, só emoção, surpresa e um final feliz.

Do blog de Zu moreira.

CIDADÃO DE BH


Hoje, às 19h30, no Plenário Amynthas de Barros, da Câmara Municipal, Mozart Secundino de Oliveira, ou Seu Mozart, o “xodó da galera”, recebe o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte, uma iniciativa do vereador Arnaldo Godoy.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

UM BEIJO... SÓ UM BEIJINHO.

Tudo começa com um bom beijo... Seja um amor verdadeiro, uma inesperada e arrebatadora paixão ou um lance casual. Mas, ele também pode revelar o fim de um romance. Um beijo morno, sem vontade, significa que as coisas não vão lá muito bem entre os parceiros. O fato é que beijar faz bem à alma, à saúde e, de quebra, traz diversos benefícios para o nosso corpo, pois beijar emagrece!
De acordo com dados de uma pesquisa realizada no Brasil, uma pessoa comum passa 20.160 minutos, ou seja,14 dias da sua vida beijando. Mas, se você quiser dar a desculpa de que está apenas se exercitando, fique à vontade! Um beijo de língua movimenta 29 músculos, sendo 17 deles da própria língua. O melhor é que estes movimentos ajudam no combate ao envelhecimento precoce.
E para quem está de dieta, a melhor dica é mesmo apimentar a relação beijando MUITO! Alguns estudiosos estimam que um beijo prolongado gaste entre 12 e 14 calorias. Quer maneira mais prazerosa de queimar estas vilãs?
Além disso, esta é uma arma poderosa no combate ao estresse. Uma pessoa apaixonada tem seu corpo invadido por várias substâncias como a fenietilamina, que está ligada a sensações de amor, dopamina, ligada à emoção amorosa, e as endorfinas, ligadas ao prazer. É por isso que, durante um beijo, os batimentos cardíacos podem aumentar de 70 para 150 batimentos por minuto.

Boa Semana e BEIJEM MUIIIIIITO....

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CURRAL DO SAMBA* (Por Mestre Afonso)

Tem gente que está chegando agora e não conhece o passado. Infelizmente Belo Horizonte, principalmente na área do samba, não preserva sua história, não valoriza as sementes que ajudaram a construir o mosaico do que vivemos hoje. Eu poderia citar dezenas de nomes importantíssimos da nossa história e garanto que a memória ainda me trairia. Nosso samba sempre foi muito rico.

O ano era 1979, os grupos de samba, apesar da discriminação que sempre existiu, invadiam a cidade com uma qualidade musical respeitada em todo o país. Eram muitos os grupos de samba, mas os espaços (casas de samba) eram limitados. Para se ter uma idéia do que estou falando, eram poucos os espaços freqüentados por pessoas de nível social mais elevado. O bar do grande Lagoinha que ficava na Álvares Cabral e o bar do Déco, na Pampulha. Muralha, no Gutierrez, e Primeira Bateria, na Avenida Barbacena, também eram casas muito prestigiadas. Havia mais umas poucas, das quais infelizmente a memória não me ajuda a lembrar os nomes, mas eram poucas. No mais, ou os grupos tocavam nos clubes ou então naquelas rodas de samba que fazíamos pelas esquinas.

Surge um novo espaço, no que na época era considerado muito distante, longe mesmo, lá no Bairro São Paulo, antes chamado de Matadouro. Isto porque lá anteriormente existia o Curral do Matadouro Municipal. O curral fechou e no mesmo local surgiu o Curral Bar. O dono, Reinaldo Avelar da Silva, o Reinaldo Cabecinha, filho de um dos primeiros moradores do lugar, recebia no bar os amigos, pendurava as contas dos fregueses, quebrou quatro vezes. Um dia, num papo entre o Reinaldo e o Barbanache do Pandeiro, surgiu a idéia de um pagode aos sábados. A coisa deu certo. Do sábado passaram para o domingo e o couro comeu solto. Era um chão de terra batida que foi coberto por uma velha lona de circo. Quando chovia tínhamos que colocar os pés sobre as cadeiras para não molhar os sapatos. O ambiente era simples, mas o samba era da melhor qualidade. Chegamos a fazer rodas com mais de 20 músicos onde todos cantavam e todos os instrumentos eram ouvidos com total educação musical. Aos domingos todos os sambistas profissionais que estivessem de folga se sentiam na obrigação de dar uma chegada no terreiro.

A coisa foi crescendo, a adesão dos sambistas da cidade e de outros estados foi total, começaram a surgir os artistas. Por lá passaram o Neguinho da Beija-Flor, Jovelina Pérola Negra, Bezerra da Silva, Arlindo Cruz e tantos outros grandes nomes do samba. Isto naquele tempo em que o sambista podia ver seus ídolos de pertinho. Ingresso barato, cerveja gelada, tira-gosto da melhor qualidade, mulheres bonitas, o ambiente era tudo que queríamos, era uma terra de bambas.

Hoje o ambiente é completamente diferente, mas o samba rola em forma de projetos feitos pelo Reinaldo e pelos sambistas. Existe um espaço para shows, mas o forte é a gravação de CD,s para músicos de menor poder aquisitivo. Mas esta já é outra história que pretendemos transformar em livro (com muitas fotos) para eternizar, na medida do possível e no alcance da memória, todos aqueles que pisaram aquele chão abençoado pelos nossos antepassados.

O “Curral do Samba” é imortal nas mentes dos sambistas da antiga e hoje, com outras diretrizes, é um meio de oportunidades para vários gêneros musicais e uma possibilidade de futuro para os que estão chegando, compositores e intérpretes.

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.

mestreaffonso@bol.com.br

++> Eu tive o prazer de conhecer nos áureos tempos.

CARTOLA BAR - 16 ANOS

Uma das boas casas de samba de BH, comemora 16 anos recebendo dois grandes sambistas: Noca da Portela e Wilson Moreira que serão recepcionados por Marcelo Roxo (Fidelidade Partidária)

20 de abril - 21:00hs.
click na imagem.

PERFIL DO SAMBISTA:

WILSON MOREIRA.
Nascido em 12 de dezembro de 1936, criado no bairro de Realengo. Wilson herdou de sua família a cultura musical. Seus pais e avós adoravam se divertir ao som de ritmos africanos como o jongo, caxambú e o calango. Sua mãe, como o seu pai, era grande defensora das tradições musicais africanas.
Aos 9 anos, perdeu o pai e teve de trabalhar para ajudar em casa, mesmo assim persistiu na escola. Foi então vendedor de amendoim, cocada, entregador de marmita, engraxate, guia de cego e mais tarde seria guarda de presídio, profissão que o acompanharia por cerca de 35 anos.
O samba era a sua grande paixão. Com 12 anos já observava atentamente o batuque das escolas de samba. Passou a compor e logo seria diretor de alas e um dos primeiros integrantes da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel onde integrava a ala dos compositores e a bateria (começou oficialmente na Mocidade aos 15 anos). Tímido, foi preciso que o amigo sambista Paulo Brasão o encorajasse a mostrar suas músicas e a se apresentar publicamente. Seu primeiro samba-enredo, "Bahia", parceria com Ivan Pereira, foi um sucesso. Outro famoso samba-enredo seu, "As Minas Gerais", foi muito elogiado pelo mestre Ary Barroso.
Aos 29 anos gravou o seu primeiro compacto, passando a ser gravado por grandes intérpretes da MPB. Em 68 transferiu-se para a Portela onde encontraria grandes parceiros e amigos como Paulinho da Viola, Candeia, Natal e muitos outros, fazendo da escola sua bandeira.
Integrou também conjuntos como Cinco Só, Turma do Ganzá e Partido em Cinco. Grande partideiro, entre seus maiores sucessos estão "Mel e Mamão com Açúcar" e "Senhora Liberdade", ambos de parceria com o sambista Nei Lopes. A parceria foi uma das mais bem sucedidas da história do samba, rendendo dois discos antológicos. O primeiro, "A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes", lançado em 80, contém clássicos como "Goiabada Cascão" e "Gostoso Veneno". O segundo, "O Partido (Muito) Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes", de 1985, traz "Fidelidade Partidária" e "Eu Já Pedi", entre muitos outros.
Em 1986 gravou o primeiro álbum individual, "Peso na Balança". Wilson fez dois discos especialmente para o mercado japonês pela gravadora japonesa Bomba Records: "Peso na Balança" e "Okolofé". Estes discos contavam com grandes instrumentistas brasileiros.Teve suas músicas gravadas por uma infinidade de estrelas da música brasileira: Clara Nunes, Elizete Cardoso, Candeia, Alcione, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, Emílio Santiago, Martinho da Vila, D. Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Zélia Duncan, Djavan, Sandra de Sá, Dudu Nobre, Leny Andrade, Elza Soares, Moacir Luz, Jorge Aragão, Dobrando a Esquina e Pau de Braúna e muitos outros.
Em 97 Wilson Moreira sofreu um derrame que o deixou parcialmente imobilizado. Diversos shows foram realizados pelos colegas sambistas, com objetivo de arrecadar fundos para o tratamento do cantor e compositor, que mostrou boa recuperação.

NOCA DA PORTELA .
Nascido em Minas mas carioca por adoção, começou a tocar violão cedo com o pai, que era professor do instrumento. Compôs sambas para diversos blocos, agremiações carnavalescas e escolas de samba antes de ingressar na Portela, levado por Paulinho da Viola, em 1967. Nesse mesmo ano lançou uma de suas músicas mais famosas, "Portela Querida" (com Picolino e Colombo). Membro da ala dos compositores, classificou seus sambas em concursos e teve músicas gravadas por MPB-4, Eliana Pittman, Alcione, Maria Bethânia e outros, totalizando mais de 300 composições gravadas. Continua compondo para a Portela. Os sambas-enredo de 1985 ("Recordar É Viver") e 1998 ("Os Olhos da Noite") são seus, em parceria com outros compositores. Outros sucessos são "Capital do Samba", "Isto Tem que Acabar" (com Mauro Duarte), "Aos Pés do Altar" (com Nélson Gonçalves), "Ilumina", "Recordar É Viver" (com Edir/ Jorge Careca/ Poli), "Virada" (com Gilper), sucesso de Beth Carvalho), "É Preciso Muito Amor" (com Tião de Miracema), "Caciqueando", "Nossas Senhoras Meninas" (com Toninho Nascimento) e "Minha Missão" (com Adauto Megalha). Se apresenta com a Velha Guarda da Portela, onde atua como intérprete também.

BRUNO CASTRO


Bruno Castro, 33 anos, cavaquinista, cantor e compositor é carioca nascido na Penha e criado no Méier.
Desde muito novo demonstrava interesse pela música, exercitando-se em esporádicas composições ou simplesmente cantando na escola para colegas e professores. Sua mãe, amante da boa música, escutava discos, dos mais variados estilos. Seu pai, que lhe deu o primeiro cavaquinho e pediu que seu saudoso primo, Dinho de Niterói, lhe ensinasse os primeiros passos no instrumento, freqüentava as rodas de samba do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos , e era muito amigo de Bira Presidente, um dos fundadores e maiores expoentes do movimento.
Bruno iniciou sua carreira profissional tocando em bares e clubes do subúrbio de Pilares como cavaquinista do grupo “Melhor Estar”. Ao ingressar , na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, conheceu músicos e estilos diferentes formando o grupo “Café Pingado”.
No mesmo período estudou música com o professor Maurício Verde que lhe foi apresentado pelo compositor Nei Lopes em uma roda de samba comandada por Noca da Portela, no centro do Rio, às segundas feiras , ampliando, assim, seus conhecimentos, principalmente nos estilos samba e choro. Ainda na Universidade, foi convidado, juntamente com os componentes do grupo Café Pingado, a ingressar na Cia. Folclórica do Rio da UFRJ, sediada à escola de Educação Física, como membro do corpo de músicos. Lá, vivenciou manifestações musicais de todo o Brasil e fez diversas apresentações e temporadas no Brasil e no exterior, representando a Universidade.
Em 1997, já formado , foi convidado por Maurício Verde a substituí-lo na banda da cantora e compositora Dona Ivone Lara com a qual excurcionou por todo o Brasil, Europa, África, América do Norte e América Central e da qual é componente até hoje.Participou do espetáculo “Damas Negras do Samba” onde teve oportunidade de acompanhar as cantoras Carmen Costa, Alaíde Costa, Áurea Martins e Leci Brandão. Com o saudoso produtor Albino Pinheiro , trabalhou no projeto “Seis e Meia” do teatro João Caetano com a cantora Dona Ivone Lara e no projeto “Choro às Sete”, na Assembléia Legislativa, com a cantora Ademilde Fonseca.A carreira de compositor tornava-se cada vez mais intensa.
Nesse período, Bruno Castro teve a oportunidade de trabalhar com compositores consagrados do universo do samba, tais como: Délcio Carvalho, Wanderson Martins, Carlos Caetano, Marquinhos PQD, Serginho Procópio, Franco e Adalto Magalha. O trabalho junto a compositores experientes representou um grande aprendizado na carreira de Bruno Castro, que, em 2001 encontra, na parceria de Dona Ivone Lara, a realização de um grande sonho.Em 2003, com Dona Ivone Lara, alcança o quarto lugar no concurso “Fábrica do Samba”, realizado pelo IABC, com a música “Razão e Nostalgia” que, mais tarde, seria gravada pela cantora Alcione. Participou com o conjunto “Toca de Tatu” de diversos trabalhos no corredor cultural da Lapa em casas como : Bar Semente, Café Cultural Sacrilégio, Carioca da Gema , Dama da Noite entre outros.
No mesmo período começa a ter suas obras gravadas com mais intensidade por diversos artistas como : Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Cordão do Boi tá-tá, grupo Toque de Prima, grupo Estatuto do Samba, grupo Nosso Canto, Quarteto em CY. É citado no livro “Heranças do Samba” de Aldir Blanc, Hugo Sukman e Luís Fernando Vianna como autor que preserva e da continuidade ao trabalho desenvolvido pelos grandes mestres do samba como: Cartola, Nelson Cavaquinho, Dona Ivone Lara, Candeia, dentre outros.Concorre como compositor e intérprete em 2005, no 22o Festival de Música de Alegre – ES, alcançando o 4o lugar, com a música “Universidade do Samba”, tema que homenageia os principais compositores do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos.
Lançou em 2006 o seu primeiro CD solo independente entitulado " Bruno Castro" que teve ótima aceitação de público e crítica sendo avaliado por diversos veículos de comunicação tradicionais no Rio de Janeiro e São Paulo (Revista Isto é, Jornal O Globo, Folha de São Paulo e Jornal O Dia). O show de lançamento do CD aconteceu no Teatro Rival no Rio de Janeiro tendo sua lotação esgotada e contando com especialíssimas participações de Dona Ivone Lara, Luís Carlos da Vila, Cia Folclórica da UFRJ e Thaís Motta. Bruno Castro tem feito diversos lançamentos no Rio de Janeiro e viajado também para outros estados brasileiros fazendo divulgação do CD e mostrando num espetáculo primoroso as nuances cariocas de seu repertório crítico e bem humorado.
RECEBI O CD DE BRUNO CASTRO ATRAVÉS DO SEU SITE NA INTERNET. INFELIZMENTE NÃO CHEGAM AS LOJAS DE BELO HORIZONTE OS BONS DISCOS DE SAMBA. ( RETIRANDO DESSE BOLO A LOJA "TREM AZUL", QUE VENDE BONS DISCOS A PREÇOS RAZOÁVEIS.)

O FERIADO ESTÁ AÍ E COM ELE O 2º SAMBA DO LEITÃO

Quarta-feira, 21/04/2010, acontece o 2º Pagode do Leitão, onde será sorteado um Leitão vivo.
O samba fica a cargo do grupo "NA CADÊNCIA DO SAMBA", com alguns convidados na tradicional canja. Muita cerveja gelada e bom tira-gosto a partir das 15:00hs.
Rua Maria Aparecida, 375 - Bairro São Marcos
ônibus 3501A
Info.: (31) 9154-4195
Ajuda para comprar o leitão: R$12,00.

DÓRIS E BANDA NO CONTORNO MINEIRO




Click na imagem.


Contorno Mineiro em sua "Quinta do Balangandã" apresenta dia 15/04 a grande DÓRIS. Confiram.

PROJETO SALA DE VISITA APRESENTA


SAMBA DE QUINTAL
Origem: Morro das Pedras - Belo Horizonte
Contato: Evandro Luis Silva de Melo - (31) 8646-0579
No início de 2007, um grupo de jovens amigos de Belo Horizonte, pesquisadores apaixonados pelo samba de raiz, começa a promover encontros casuais e itinerantes. Esses encontros regados a muito samba eram realizados em quintais de casas de pessoas ligadas ao samba nos arredores do Morro das Pedras, Barreiro e Bairro Universitário.
Dessas reuniões nasce o Projeto Samba de Quintal, que realiza animadas rodas de samba onde os participantes mostram suas composições.A notícia do projeto se espalha e começam a surgir convites para shows. Cada vez mais pessoas são agregadas ao projeto. Surge, então, a necessidade de se formalizar a equipe. Enfim, no dia 30 de setembro daquele ano, nasce o grupo Samba de Quintal, no aglomerado Morro das Pedras, periferia da zona oeste de Belo Horizonte.
A “cozinha” do Samba de Quintal é formada por Evandro Mello, voz e cavaco; Betinho Moreno, voz e violão; Hamilton Ferreira, voz e pandeiro; Teko Rodrigues, voz e percussão geral; Juninho de Sousa, Tantan; Nego Bruno, reco-reco; Ian Bergman, repique de anel e de mão e, no surdo, Rodrigo Alves.
O grupo conta também com as participações especiais dos experientes músicos Léo Pretão (cavaquinho), Marcinho Dias (banjo) e Gustavo Monteiro no violão sete cordas. A ala de compositores do grupo tem o quarteto Evandro Mello, Betinho Moreno, Nego Bruno e Juninho de Sousa. Esse lado autoral tem influências de artistas como Roberto Ribeiro, Cartola, Candeia, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Noel Rosa, Fundo de Quintal, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho.
O Samba de Quintal, em suas apresentações, faz um passeio pela história do samba, que vai desde nomes consagrados, como Cartola, Candeia e Roberto Ribeiro, a grupos contemporâneos como Fundo de Quintal e Revelação. Sempre colocando temperos que trazem à tona suas raízes, o grupo encanta o público com uma mistura de ritmos e uma batucada típica de rodas de samba além de mostrar as músicas do próprio grupo.
Desde a sua criação, o Samba de Quintal já se apresentou em diversos centros de entretenimento e eventos em Belo Horizonte e região.

PROJETO SALA DE VISITA:
LOCAL: CASA DO ESTUDANTE - Getúlio Vargas, 85-Savassi
DATA: 30/04 AS 22:00hs.
COUVERT: 15,00 M / 10,00 F.