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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

2 DE DEZEMBRO - DIA NACIONAL DO SAMBA**

** Por Mestre Afonso


Comemorações, festas, Pagode do Trem, no Rio de Janeiro, enfim, este deveria mesmo ter sido um maravilhoso dia; mas não foi...O Dia do Samba aqui em Belo Horizonte é um dia como outro qualquer, onde o sambista profissional não tem o menor respaldo. O poder não dá o menor valor e nem incentiva, as comemorações não passam da esquina. Poucos são os que se voltam para os inúmeros problemas enfrentados pelos profissionais do samba no dia a dia. Casas são fechadas sem que entendamos os critérios, nenhum dono de casa faz contrato com sambista, sambista (a maioria) não paga INSS e nem a Ordem dos Músicos. Plano de saúde então, nem pensar.A relação entre os músicos de samba e a Ordem dos Músicos, seria cômica se não fosse trágica: o músico finge que paga e a Ordem finge que fiscaliza. E nessa briga entre o mar e o rochedo, quem paga o pato são os músicos que trabalham dentro da legalidade, embora quase tudo que os cercam seja ilegal. Conheço diversos músicos de samba que trabalham quatro horas por apresentação diurna ou noturna, e no final das contas recebem cachês abaixo da critica.Tem gente que toca quatro horas para receber dez reais. Isto porque o que tem de picareta na praça é brincadeira. Compra-se um pandeiro, coloca-se um chapéu quebrado na testa, um sapato de duas cores, e pronto, mais um “sambista” no pedaço. E na maioria das vezes esse sambista ou grupo de samba que chega, toca a troco de qualquer coisa: cervejas, ingressos para shows, pequenos favores, etc. Como não existe fiscalização, nem cobrança sobre qualidade musical, alguns donos de casas (pra baixar os custos) preferem os novatos aos profissionais.Tem também os eruditos que adoram mostrar seus conhecimentos: - Esta música foi composta por fulano de tal, no ano de 1928, às três horas da tarde, no boteco do Nonô. Eles se acham... Aliada à erudição pura e simples, erudição às vezes garimpada na internet, o sambista deveria se preocupar com o futuro, fazendo ou criando projetos que possibilitassem melhores condições para os sambistas do passado, do presente e do futuro. E aqui não quero entrar nas disputas pessoais, porque senão vou ficar um dia inteiro escrevendo.Penso que essas “comemorações” (existem ressalvas, mas elas infelizmente não produzem efeitos significativos) não nos levam a absolutamente nada. Servem para que possamos cantar e dançar nas senzalas que nos impõem todos os dias, fingindo dar alegria às irmandades submissas e desorganizadas do samba belo-horizontino. E assim vamos vivendo: o samba dos bares sobrevive longe da maioria das escolas de samba, as escolas de samba e os blocos caricatos não se entendem, enfim, cada um puxa a corda para o seu lado e a corda acaba não indo para lugar nenhum.Quanto ao poder público, excetuando-se no momento a Frente Parlamentar em Defesa do Carnaval, formada por vereadores na Câmara Municipal de Belo Horizonte, diante de tanta bagunça e principalmente desunião, fica muito a vontade para nos oferecer migalhas. Sonho com o dia - não sei se vou ver - em que as consciências se voltem para o coletivo. Sonho com o dia em que existam competições, mas com respeito e dignidade. Sonhos com o dia em que ao invés de comemorar sonhos, possamos comemorar realidades.O Dia do Samba foi instituído pela Câmara de Vereadores de Salvador em 1940, como parte das homenagens ao compositor Ary Barroso (Ubá, Minas Gerais, 7 de novembro de 1903 — Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1964), autor de “Aquarela do Brasil”, entre outros clássicos, para marcar a primeira visita de Barroso à Bahia. A comemoração se espalhou e, em 1963, foi instituído o Dia Nacional do Samba.Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.

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