FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG.

Top30 Brasil - Vote neste site!
FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG. Concurso de sites Top30.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

VEM AÍ PRINCÍPIO DO INFINITO NO PIZZA BAR



EM NOVEMBRO (DATA A SER MARCADA) O GRUPO PASSA A SE APRESENTAR TODOS OS SÁBADOS A PARTIR DAS 16:00hs.

É O SAMBA DE VOLTA E CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O SAMBA E SUA PROLE*

*Por Mestre Afonso.


Adotou-se, talvez pelo seu sucesso em 1917, que oficialmente o primeiro samba gravado foi o "Pelo Telefone". Há controvérsias. A gravadora Odeon, por exemplo, que registrou o samba chamado de pioneiro, antes dele já havia gravado, na série lançada entre 1912 e 1914, Descascando o Pessoal e Urubu Malandro, classificados como samba no próprio catálogo da fábrica. Na série de 1912 a 1915 consta A Viola Está Magoada, de Catulo da Paixão Cearense, interpretada por Bahiano e Júlia Martins, além de Moleque Vagabundo, de Lourival Carvalho, também identificados como samba. O selo Columbia editou série entre 1908 e 1912, aparecendo nela como “samba” as gravações Michaella, Quando a Mulher Não Quer, e No Samba.

A autoria do “Pelo Telefone”, um maxixe, também é contestada. Muitos defendem a tese de que este samba era cantado nas rodas na casa da Tia Ciata ou Asseata (coletivamente) e que Hernesto dos Santos, o Donga, registrou apenas a música e anos depois Mauro de Almeida, o Peru dos Pés Frios, registrou a letra. Da mesma maneira como existem dúvidas quanto à autoria de “Pelo Telefone”, não se pode concluir com certeza qual foi o primeiro samba gravado.

A origem da palavra samba, contudo, parece ser mais remota. Seria, provavelmente, uma derivação do quimbundo semba, que significa umbigada, ou do umbumdo samba que significa estar animado ou estar excitado. Há também quem afirme que a palavra tenha sua ligação com a língua luba e com outras línguas bantas, nas quais samba significa pular ou saltar com alegria, ou reza, queixa, lamento. O que prova que o samba é bem anterior à música de Donga.

A primeira vez que a palavra SAMBA apareceu na imprensa brasileira, foi no jornal satírico O CARAPUCEIRO, editado em Recife entre1832 e 1842, por um frei religioso, o padre Lopes Gama. Em uma das edições de 1838, o padre se refere a “samba d`almocreves”, classificando o estilo musical como coisa própria da periferia, do meio rural (almocreve era o serviçal que se ocupava de cuidar de mulas e burros).

Construção - O samba é basicamente uma construção musical feita com um compasso binário e um ritmo sincopado. É sobre esta forma básica que todos os tipos de samba existentes hoje se formulam.

Tipos de Samba - A partir do semba que os viajantes portugueses descobriram no Século XVIII em Angola e no Congo, o etnólogo Câmara Cascudo descobriu três tipos de dança que continham a base do ritmo que originou os sambas brasileiros. Essas danças são: a dança da umbigada, a de pares e a de roda. Essa música e essas danças foram trazidas para o Brasil pelos escravos e desenvolveram-se por todo o país. Elas receberam, em cada estado brasileiro, um nome diferente, um jeito diferente de ser tocadas e dançadas. Dos nomes e das ramificações desses ritmos africanos temos hoje o tambor de crioula no Maranhão; o bambelô no Rio Grande do Norte; o coco, o milindo, o piaui e o samba no Ceará e na Paraíba; o coco de parelha trocada, o coco solto, o troca parelha ou coco trocado, o virado e o coco em fileira em Pernambuco; o samba de roda, samba duro, e o batebaú na Bahia; o jongo, o samba-lenço, o samba-rural e o samba de roda em São Paulo ; o caxambú, o jongo, o samba e o partido alto no Rio. Temos também o jongo mineiro, enfim, são muitas as denominações e as formas de dançar e cantar samba. Por exemplo, o pagode — ritmo que surgiu nas mídias entre as décadas de 70 e 80— é uma dessas novas manifestações advindas do samba. Ainda temos o samba-rock, samba-jazz, samba de mesa, samba de terreiro, samba de breque, samba de quadra, samba-enredo, etc. Portanto, é certo afirmarmos que o samba pode ser visto hoje como um ritmo que engloba vários outros, já que suas ramificações não param de crescer.

Dona Ivone Lara faz única apresentação no Palácio das Artes

Grande dama do samba, a cantora e compositora carioca Dona Ivone Lara se apresenta hoje à noite no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A apresentação marcará o encerramento da temporada deste ano do projeto Samba do compositor, idealizado em 2006 pelos sambistas Miguel dos Anjos, Mestre Jonas e Dudu Nicácio, que também estarão no palco. Muito satisfeita com a gravação de seu DVD em agosto, no Canecão (RJ), a artista, de 88 anos, só promete sucessos para o público mineiro.“Vou cantar músicas conhecidas, porque o povo gosta de participar. Não vou colocar nada inédito no repertório, só músicas que as pessoas já conhecem”, explica Dona Ivone. Nesse espírito, ela vai interpretar sambas de própria autoria, como Alguém me avisou, Acreditar e Sonho meu – os dois últimos em parceria com Délcio Carvalho. Suas canções já foram gravadas por gente como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Paulinho da Viola. Dona Ivone não se lembra ao certo de quando foi a última vez que se apresentou na capital mineira, só sabe que “faz bastante tempo” e também foi no Palácio das Artes. “Mostraram um pouco de Belo Horizonte pra mim e fiz amizade boa mesmo na cidade. De Minas gosto de tudo. Principalmente da culinária, que é muito boa. Também gostei muito da comunidade, pois o pessoal participou bastante do show”, elogia. Ela gosta de todo tipo de música e tem apreço especial pelos novos sambistas. Mesmo com tanto tempo de estrada, não deixa de se encantar com os trabalhos de jovens artistas: “É tudo novidade para mim.” Será acompanhada por Gustavo Monteiro (violão de sete cordas), Fernando Bento (cavaquinho), Sérgio Danilo (flauta e clarinete), Robson Batata (percussão), Rafael Leite (percussão) e Frederico Lazarinni (pandeiro). Para Dona Ivone, sua maior contribuição para o samba foi a participação no carnaval. Ela foi casada com Oscar Costa, filho do presidente da extinta escola de samba Prazer da Serrinha. No mesmo ano do casamento (1947) fez um samba com o qual a escola desfilou, Nasci para sofrer. Mais tarde, com o fim da escola, transferiu-se com todo o seu grupo para o Império Serrano – Não me perguntes (com Mestre Fuleiro) foi um de seus maiores sucessos na escola, da qual é madrinha da ala dos compositores. De onde vem a força para seguir cantando e compondo? “O que me dá energia é a alegria, o povo e a amizade. O que me inspira agora não são mais os namorados. Antigamente era. Agora, é estar num bom ambiente com uma boa roda de samba”, responde.

ORALIDADE

“Ela é a rainha do samba, a maior compositora brasileira hoje. Nem sabia que algumas músicas que gostava eram dela. Muitos autores só conheci em rodas de samba, naquela tradição de oralidade. Sabia da existência de Dona Ivone, mas só depois de frequentar as rodas é que passei a saber mais sobre suas músicas. Hoje, são as músicas dela de que mais gosto de cantar. Foram também os primeiros sambas que guardei com carinho. São canções simples, com melodias bonitas e cadência gostosa e envolvente”, lembra Dudu Nicácio, um dos criadores do Samba do compositor. O projeto, criado por ele, Miguel dos Anjos e Mestre Jonas, teve início em 2006 no bar belo-horizontino A Casa. Semanalmente, o trio pinçava nomes do samba mineiro para apresentá-los ao público, valorizando talentos locais. A ideia deu certo e logo o projeto cresceu. No primeiro semestre deste ano, a mostra Samba do compositor percorreu quatro cidades (Governador Valadares, Uberlândia, Montes Claros e Campinas/SP) e contou com as participações especiais de Noca da Portela, Nei Lopes, Monarco e da própria Dona Ivone. “Continuaremos agora com a tarefa de aumentar a visibilidade do samba mineiro para fortalecer a cena daqui”, adianta Dudu.

DONA IVONE LARA

Show de da cantora e compositora, com participação de Miguel dos Anjos, Mestre Jonas e Dudu Nicácio. Terça-feira, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Informações: (31) 3236-7400.

Eduardo Tristão Girão - EM Cultura


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PARABÉNS AO SAMBA DO TRABALHADOR.

PARABENIZO O SAMBA DO TRABALHADOR, QUE HOJE É LEVADO POR FABINHO DO TERREIRO E BANDA COM APOIO DO PIZZABAR, PELOS TRES ANOS DE EXISTÊNCIA E PELA FELIZ IDÉIA DE COMEMORAR COM A PRESENÇA DE UM DOS MAIORES COMPOSITORES DO NOSSO SAMBA, O SEMPRE BOM WILSON MOREIRA, QUE PELO CONJUNTO DE SUA OBRA MERECE TODO NOSSO RESPEITO E HOMENAGENS. EU LOGICAMENTE ESTIVE PRESENTE. VALEU.

CANTANDO A HISTÓRIA DO SAMBA


III SEMINÁRIO DIALOGOS ENTRE O SAMBA E A ESCOLA
Inscreva-se!
O Projeto Cantando a História do Samba, idealizado pela educadora e cantora Dóris, está promovendo o III Seminário Diálogos entre o Samba e a Escola, na cidade de Betim, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial nos dias 27, 28 e 29 de outubro.O Seminário terá palestras, debates, lançamento de livros, apresentações artísticas, mini-cursos e também contará com a presença de Martvs das Chagas - Subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas, que fará o lançamento do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana.
Veja a programação:
Dias: 27, 28 de outubroLocal: Auditório Prefeito José Santana TrigueiroPrefeitura Municipal de Betim – Rua Osvaldo Franco, 55 – Centro
Dia: 29 de outubroLocal: E. M. Raul Saraiva RibeiroRua Marechal Rondon, 251 – Bairro: Brasiléia
27 DE OUTUBRO - 3ª FEIRA 18:00 às 19:00 Credenciamento, Lanche 19:00 às 19:30, Abertura Oficial:- AÇOFORJA- Prefeitura Municipal de Betim- Secretaria Municipal de Educação de Betim- Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial- FCRCN – Fundação Centro de Referência da Cultura Negra- Projeto Cantando a História do Samba 19:30 às 20:30 Palestra: “Promoção da Igualdade Racial: A Educação e a Implementação da Lei “10.639/03”.João Carlos Nogueira – Doutor em Políticas Públicas - Florianópolis -SC 20:30 às 21:30 Debate 21:30 Apresentação artística – Grupo “Raça DMCs”Estarão presentes: Sobá Livraria e Café e Nandyala Livraria Editora expondo livros e CDs de temas ligados às questões étnico-raciais
28 DE OUTUBRO - 4ª FEIRA 18:00 às 19:00 Assinar lista de presenças.Lanche 19:00 Diálogos entre o Samba e a Escola – Projeto Cantando a História do SambaPesquisadora e Cantora Elzelina Dóris 20:30 Lançamento do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana Martvs das Chagas - Subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas 21:00 Lançamento dos livros: “História da África na educação básica. Referenciais para uma proposta de trabalho. Almanaque Pedagógico”Rosa Margarida de Carvalho Rocha"Cadarços Desamarrados" - Madu Costa.
29 DE OUTUBRO - 5ª FEIRA 18:00 às 18:45 Lanche, Inscrições nos minicursos 18:45 às 21:00 Minicursos:
Sala 1: “Resistência Negra no Brasil: da escravidão à contemporaneidade”Professor Marcos Antônio Cardoso
Sala 2: “Pressupostos para o ensino da história da África”Professora e escritora Rosa Margarida de Carvalho Rocha
Sala 3: “Xirê. Jogos da Religiosidade afro-brasileira”Pesquisadora Juliana Faria Pereira
Sala 4: Literatura Afro-brasileiraProfessora Rosane Pires
Sala 5: Cultura do Samba na Mídia Jornalista Zú Moreira 21:00 Show de Encerramento: “Dóris e banda”
Inscrições gratuitas e limitadas pelo e-mail: pedagogico@betim.mg.gov.br ou pelo tel. 3594-5447 ou pelo site http://www.projetohistoriadosamba.org

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vem aí um disco de inéditas de Beth Carvalho


Beth Carvalho vai retomar sua parceria com o produtor Rildo Hora. Caberá a Rildo pilotar o álbum de inéditas que a cantora (à direita em foto de Thiago Cortes) vai gravar e lançar em 2010. O último trabalho de Beth que contou com a assinatura de Rildo Hora na produção foi Coração Feliz, bom LP de 1984, um dos dois títulos da discografia de Beth que ainda permanece inédito no formato digital (o outro é o álbum Ao Vivo, captado em 1987 no show apresentado pela sambista no Montreux Jazz Festival). Pelo cronograma inicial de Beth, seu próximo álbum de inéditas - o primeiro desde 1996 - ia ser editado neste ano de 2009, mas a cantora adiou a gravação em função da digitalização de seu vasto acervo de fitas, principal fonte de pesquisa do repertório do disco.
(do blog Notas Musicais)

Cantora faz CD com parcerias de Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim


Bandolinista, Pedro Amorim desenvolve trabalho essencialmente instrumental. Mas sua obra autoral inclui também temas letrados e, nesse caso, o parceiro mais constante de Amorim é o poeta Paulo César Pinheiro. Cantora carioca, Ilessi - cujo nome significa Casa do Saber na língua Iorubá - joga luz sob essa ainda obscura parceria no CD Brigador, inteiramente dedicado à produção de Amorim com Paulo Pinheiro. Gravado em 2007, com produção capitaneada por Ilessi com Luís Barcelos, o álbum vai ser lançado até o fim deste mês de outubro de 2009, o ano em Pinheiro festeja 60 anos de vida. Com dez faixas, Brigador - Ilessi Canta Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro tem a participação especial da cantora Amélia Rabello no choro Ponta de Punhal. Já Serena conta com arranjo do pianista Cristovão Bastos (as demais foram arranjadas por Luís Barcelos). Pedro Amorim canta com Ilessi o samba Julgamento e toca bandolim na faixa afro A Sina do Negro.
(do blog de Mauro Ferreira)

Teresa canta com Marisa e Seu Jorge em DVD


Marisa Monte e Seu Jorge são os convidados do DVD que Teresa Cristina e o Grupo Semente gravam ao vivo em show agendado para terça-feira, 27 de outubro de 2009, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ). Melhor Assim é o título do DVD e do CD.
No repertório, a cantora lança inéditas autorais (Capitão do Mato e Poesia, além de Morada Divina, parceria com Arlindo Cruz), apresenta samba da lavra de Adriana Calcanhotto (Beijo sem) e regrava temas de Paulinho da Viola (Cantando, de 1976), Caetano Veloso (A Voz de uma Pessoa Vitoriosa, parceria com Waly Salomão, lançada por Maria Bethânia em 1978) e da parceria de Chico Buarque com Edu Lobo (A História de Lily Braun, de 1983).
Retirado do blog de Mauro Ferreira(Notas Musicais)

FESTIVAL TINTA FRESCA, CONFIRA



click na imagem

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Certidão Eleitoral ELETRÔNICA

Você ainda guarda aquelas tirinhas de papel ridículas para comprovar que votou nas últimas eleições? Afinal de contas sem essa comprovação não dá para tirar Passaporte, CTPS, etc. não é mesmo? Pois pode jogar todas as suas tirinhas no lixo!Basta apresentar a Certidão de Quitação Eleitoral que não custa um centavo sequer e que você mesmo imprime em casa. Basta acessar o site abaixo e preencher com os dados que você encontra no seu Título de Eleitor:
http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/quitacao_blank.htm
Gostou ? Então repasse esta dica...

Pelo amigo M.Marçal.

GERVÁSIO HORTA (Por Mestre Afonso)

(Retirado do blog de Zu Moreira, no jornal O Tempo)
"Antes de 1954 eu morava em Teófilo Otoni, uma cidade pequena, mas que tinha um super carnaval. Naquela época eu ouvia muito rádio, pois na cidade não tinha telefone e essa era a única ligação forte de comunicação. Fui ficando apaixonado pela rádio. Quando cheguei em Belo Horizonte tinha acabado de acontecer a morte de Francisco Alves, um fato marcante e verdadeira comoção nacional. As rádios só tocavam musicas de Francisco Alves.

Eu gostava muito de freqüentar a Rádio Inconfidência, a Rádio Mineira e a Guarani, que pertenciam aos Diários Associados. Foi lá que fiquei conhecendo a turma de Rômulo Paes. Pouco depois gravei, em parceria com o Rômulo, a primeira música em Homenagem a cidade, ”Rua da Bahia”. Gravamos essa musica em SP e no final da gravação fomos ao Ponto Chic.

No lado da nossa mesa estava sentado um dos maiores compositor que conheço, Adoniran Barbosa. Eu e Rômulo começamos a cantar “Rua da Bahia” e Adoniran Barbosa elogiou: Que coisa fantástica! Vocês cantando a sua cidade! Ele ainda completou dizendo que toda música que pode coloca São Paulo. E coloca mesmo, “Moro em Jaçanã; Se eu perder esse trem que sai agora às onze horas; Só amanhã de manhã...”

A partir daquele dia coloquei Belo Horizonte na minha rotina de músicas e acabei pegando a marca de Menestrel da cidade. Já cantei para o Barro Preto, para Rua da Bahia, Manhãs de Belo Horizonte, Praça Sete, Rua Goiás, diversas escolas de samba e Adeus Lagoinha."

NR: Para falar de Gervásio Horta mil matérias não bastariam diante da sua grandiosidade. Conheci a fera no Bar do Déco, lá para as bandas da Pampulha, quando aos domingos o samba (ainda muito discriminado) rolava antes e depois do futebol no Mineirão. Boscão Batera, Vicente Careca, Adair, Banzé e eu segurando o surdo, fazíamos a alegria da rapaziada e da moçada bonita. Gervásio, sempre de chapéu, cantava suas músicas e nos encantava com sua presença marcante. Depois vieram as escolas de samba, onde sua atuação foi fantástica. Nossa, é muita história pra contar...

Há três meses o Gervásio me ligou e disse para eu comparecer a um estúdio. Como já conheço bem a fera, fui preparado para alguma surpresa. Lá chegando encontrei o Serginho Beagá com uma letra na mão e um CD na outra mão, era uma música do Gervásio para eu gravar. Levei o material para estudar em casa e quando comecei a ouvir o samba senti que era uma homenagem do Gervásio, feita para mim.

Chorei muito. Chorei porque na letra da música pude sentir todo o respeito e carinho que este maravilhoso ser humano tem pela música e por mim. “Luz do Povo” é a minha cara e só uma mente privilegiada como a do Gervásio poderia captar todos os meus sentimentos em relação à vida e ao samba.

O CD ficou muito bom sob a direção musical do Serginho Beagá. Mais que um CD, “É isso aí Belo Horizonte” é um registro de vozes do samba importantes da cidade, que talvez, sem as mãos do Gervásio, jamais tivessem registro. O CD pode ser encontrado no “Café Nice”, na Praça Sete em Belo Horizonte.

Axé, Gervásio Horta.

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
*Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso, é natural de Belo Horizonte. Músico, produtor, radialista, colunista, está imerso no mundo do samba há 50 anos. Como diretor de Bateria, é detentor de dezoito notas dez e vários Tamborins de Ouro, maior premiação individual no Carnaval de Belo Horizonte. Atualmente, é colaborador do Programa Acir Antão, como repórter do samba, na Rádio Itatiaia, todos os domingos. A partir de agora passa também a colaborar com esse blog. Toda sexta-feira, a COLUNA DO MESTRE AFFONSO oferece dicas de rodas de samba, conta histórias e causos e passa um pouco de sua experiência.

"GRUPO PATUÁ" LANÇA SEU PRIMEIRO CD.

O LANÇAMENTO FOI NO TEATRO IZABELA HENDRIX NO DOMINGO PASSADO(18/10). O CD CONTA COM MÚSICAS DE COMPOSITORES MINEIROS, ENTRE ELES CABRAL QUE EMPRESTA UMA MÚSICA EM PARCERIA COM LUIZ CARLOS DA VILA E A PARTICIPAÇÃO DE FABINHO DO TERREIRO. PODE SER ENCONTRADO NO TELEFONE 9606-0763.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Samba de Padeirinho na voz de Tantinho da Mangueira


Osvaldo Vitalino de Oliveira, o Padeirinho da Mangueira, foi um compositor da Estação Primeira de Mangueira que saiu de cena no ano, 1987, em que gravaria seu primeiro disco. Sua obra intuitiva foi gravada por cantores como Jamelão. Mas muitos sambas de Padeirinho ainda permaneciam inéditos até que Devani Ferreira, o Tantinho da Mangueira, os registrou neste valioso Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira, álbum gravado graças a um patrocínio da Petrobrás. É na voz segura desse cantor da verde-e-rossa que saem do baú jóias como o partido alto Cuidado Mulher, dividido por Tantinho com Marquinhos China. O CD evidencia a impressionante versatilidade da obra de Padeirinho, hábil tanto na criação de sambas sincopados (como A Situação do Escurinho, registrado em apropriado clima de gafieira) como de sambas mais dolentes, caso do melancólico Esta Saudade, que ostenta a grife melódica e poética típica dos clássicos dos bambas da Velha Guarda. Sem falar no samba de terreiro, gênero exemplificado em Terreiro em Itacuruçá. O CD Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira já tem importância histórica por registrar títulos inspirados (Rua das Casas, Logo a Mim, Modificado) de obra que corria risco de cair em completo esquecimento. Mesmo sambas razoavelmente conhecidos, como Favela e Linguagem do Morro, merecem ser ouvidos por novas gerações. Até porque a direção musical e os arranjos - a cargo de Paulão 7 Cordas - são reverentes ao universo de Padeirinho, sem invencionices. E, como Tantinho sabe o que canta (e ele ter confiado a interpretação do samba O Remorso me Persegue a Mestre Birinha apenas reforça o valor vocal do anfitrião), o resultado é disco essencial para todos que se interessam pela produção do samba carioca. Padeirinho é bamba!!
ps.: do blog "NOTAS MUSICAIS" de Mauro Ferreira.

NO MERITÍSSIMO, O SAMBA ESTÁ DE FÉRIAS


APÓS UM PERÍODO DE TRES ANOS, O GRUPO PRINCÍPIO DO INFINITO E O SPAÇO MERITÍSSIMO ENTRAM DE FÉRIAS, NA CERTEZA DE NESSE TEMPO TER PROPORCIONADO A TODOS QUE NOS ACOMPANHARAM MOMENTOS DE ALEGRIA. PRETENDEMOS RETORNAR, MAS AINDA NÃO HÁ DATA PREVISTA. AGRADECEMOS A TODOS E CONTAMOS COM VOCES NUM FUTURO PRÓXIMO. VALEU GALERA...DE TODO O CORAÇÃO NOSSO AGADECIMENTO.

OBRIGADO TAMBÉM A TODOS AQUELES QUE PARTICIPARAM DO GRUPO: PAJÉ, ÂNDERSON, FERNANDO, SEU WALTINHO, ADILSON, GUILHERME, LAMARTINE E A TODOS QUE NOS SOCORRERAM NAS NECESSIDADES... AGRADEÇO A DEUS POR TER NOS PROTEGIDO E LEVO PRA SEMPRE AS AMIZADES QUE FIZ NESSA CAMINHADA.

O SAMBA NÃO MORRE E ESTÁ PRESENTE NO BAIRRO SÃO MARCOS, TODOS OS DOMINGOS AS 16:30hs. RUA MARIA APARECIDA, 375.

TIA ELZA & MARINA GOMES EM DIVINÓPOLIS

click na imagem


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

OBRA PRIMA

8º FESTIVAL LIXO E CIDADANIA

ÓTIMA PROGRAMAÇÃO P/ SEMANA
click na imagem.

DO MORRO AO ASFALTO (2009)


Nesse sábado, dia 10 de outubro, às 16 horas será lançado o projeto Do Morro ao Asfalto, lá na Vila Acaba Mundo.

A roda de samba do projeto, comandada pelo Dois do Samba(www.myspace.com/doisdosamba), contará com a participação de vários sambistas convidados, como: Toninho Gerais, Dona Lúcia, Ronaldo Leon (Cartola Bar) e Marcelo Roxo (Fidelidária Partidária).

A grande novidade da Edição 2009, será o atendimento sócio-jurídico que será realizado em cada etapa do circuito a partir das 13h, com a presença das seguintes instituições: Defensorias Públicas do Estado e da União, Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho e Programa Pólos de Cidadania da UFMG.

10/10 - Acaba Mundo
17/10 - Morro das Pedras
24/10 - Alto Vera Cruz
31/10 - Serra
07/11 - Barragem Santa Lúcia

ps: apenas no Acaba Mundo não haverá atendimento, durante o evento, por conta de agenda dos defensores e procuradores. Estamos marcando um dia de atendimentos durante a semana.
Por: Dudu Nicácio.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ZECA COM NOVO TRABALHO MTV


A MTV exibe nesta sexta-feira (9) o especial Zeca Pagodinho - Uma Prova de Amor Ao Vivo, gravado em julho no Citibank Hall do Rio de Janeiro.
Diferente dos projetos Acústico e Gafieira, também da MTV, Uma Prova de Amor é um show de Zeca sem produções especiais, que mostram o artista de forma crua, como acontecem seus shows pelo Brasil.
O repertório faz um apanhado da carreira do sambista, com homenagens a compositores como Beto Sem Braço, Neoci, Almir Guineto, Monarco e a Velha Guarda da Portela.
Zeca Pagodinho - Uma Prova de Amor Ao Vivo vai ao ar na sexta a partir das 22h30. Depois reprisa no sábado (10) às 2h.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Leandro Sapucahy fala sobre seu novo CD, no qual interpreta sambas tradicionais de Roberto Ribeiro

O sambista Leandro Sapucahy resolveu arriscar em seu terceiro projeto. Após lançar seu álbum de estreia, Cotidiano, e o DVD Favela Brasil, no qual levou seu samba para a Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor decidiu interpretar o repertório de um sambista das antigas, Roberto Ribeiro, no álbum Leandro Sapucahy Cantando Roberto Ribeiro.
“A inspiração de fazer um álbum o repertório do Roberto veio da minha mãe, que cantava muito as músicas dele e sempre ficava me cobrando: quando você vai gravar as músicas dele? E, sabe como é, essas coisas de mãe ficam na gente...” brinca o sambista, falando da mãe, Jacy Silveira, que participa do álbum cantando na faixa Nega do Peito.
Em Leandro Sapucahy Cantando Roberto Ribeiro, o cantor passeia por composições como Estrela de Madureira, samba enredo do Império Serrano de 1975 composto por Acyr Pimentel e Cardoso, Acreditar, um dos primeiros sucessos da dupla Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, e Meu Drama, de Silas de Oliveira e J. Iralindo.
O cantor conta que, além da influência da mãe, as músicas de Roberto Ribeiro serviram para ampliar seu repertório e descansar um pouco da faceta mais política de sua música: em seu álbum anterior, Cotidiano, ele misturou samba e rap para falar da desigualdade da sociedade brasileira.
“Eu tinha um repertório mais pesado, como a faixa Polícia e Bandido, que fiz com o Marcelo D2. Daí a mulherada nos meus shows pedia canções de amor, né? Então lá fui eu...” ri Leandro. “Além disso, a minha preocupação neste álbum é continuar um perfil que eu já tenho na minha carreira, de sempre escolher repertório que tenha conteúdo, letras consistentes e sonoridades variadas”, completou ele.
Na hora de interpretar as músicas do ídolo, Leandro afirma que optou pela simplicidade. “Hoje existe uma tendência, principalmente nesses sambas radiofônicos, dos intérpretes ficarem fazendo firulas e competindo para ver quem tem a melhor performance vocal. Não quis fazer nada disso. Samba tradicional é sentimento. Fiz um feijão com arroz com consistência, qualidade”, afirmou Leandro.

link: http://www.easy-share.com/1907950249/uouwww%20-%2029-09-09%20-%203.rar

RESPEITE QUEM PODE CHEGAR AONDE A GENTE CHEGOU*

Na minha ótica um dos maiores diferenciais entre o samba do Rio de Janeiro e o samba da maioria das outras localidades, é o respeito com que os mais velhos são tratados. Todas as agremiações possuem suas velhas-guardas, que têm seus camarotes nas quadras, dias de ensaios e promoções. Algumas das velhas-guardas do Rio de Janeiro possuem nas quadras das escolas de samba inclusive salas individuais, aonde são realizadas as suas reuniões.
Vou entrar em um assunto em que me sinto totalmente a vontade, porque aqui em Belo Horizonte sou dos poucos “velhos” que não sofrem discriminações no samba.
Aqui não se exalta, não se valoriza, não se dá a menor bola para os velhos sambistas. É claro que de vez em quando lhes prestam algumas homenagens, tímidas por sinal. Mas na maioria das vezes fica parecendo que o samba por aqui começou ontem e que Lagoinha, Gervasio Horta, Irmãos Saraiva, Marinho Cantoni, Tia Naná, Aristel, Mestre Conga, Lumumba, Milton Maravilha e tantos outros e outras, não fazem parte da história. Quando canto um samba do maestro Delê e do Tande, exaltando Minas Gerais, a maioria dos jovens fica boquiaberta por ouvir tanta poesia vinda de mineiros dos quais eles nunca ouviram falar.
O fato é lamentável porque além de criar um distanciamento entre jovens e velhos, não preserva a história da cidade. Pelo que sei e vi até hoje, o único lugar que está fazendo um maravilhoso trabalho em relação à nossa história, inclusive eternizando em CD aqueles sambistas de menor poder aquisitivo, que não poderiam pagar por uma gravação, é o CENTRO MINEIRO DE CULTURA, dirigido pelo Reinaldo, no Bairro São Paulo. Pessoalmente conheço dois guerreiros que com muito sacrifício fazem a manutenção, a defesa e a divulgação dos nossos cantores e músicos do passado e do presente. Acir Antão no seu programa na Rádio Itatiaia e Gervásio Horta que tem registrado em CD os nossos artistas.
A situação já mudou muito em relação ao contato entre os jovens e a velha guarda, mas penso que se nos aproximássemos mais tudo ficaria mais fácil. Na minha ótica, o que atrasa muito o desenvolvimento do samba mineiro, é a quantidade de separações existente entre nós: samba velho, samba novo, zona norte, zona sul. Embora todos se comuniquem, é notória a divisão. Quando alguém da zona norte chega à zona sul e vice e versa, parece que chegou um ET. Ao invés de se abraçar o sambista que chega a maioria se recolhe como que esperando um fato desagradável, uma intromissão. Roda de samba, como aquelas que aconteciam antigamente, hoje só no Pagode do Serginho Divina Luz. O que chamamos de laboratório (troca de informações musicais) raramente acontecem. O dinheiro tomou conta de tudo e cada um só pensa nas suas próprias necessidades. A divisão por aqui é tão grande que a maioria dos que freqüentam os sambas da cidade desconhece a existência das escolas de samba de Belo Horizonte, quase não existe aproximação, nosso samba é bi-partido.
Só acredito no crescimento através da união, de projetos bem elaborados, da integração total do samba. Só acredito no sucesso se velhos e novos se respeitarem e conviverem em harmonia. Nosso samba é muito grande para que a desunião seja motivo de impedimento para que alcancemos objetivos maiores.
Se grandes nomes nacionais vêm gravar seus DVDs em BH, é porque temos um dos melhores públicos do país, mineiro adora a música e prestigia shows de qualidade. Então, penso que o que nos falta na área do samba é união e organização para que possamos invadir o cenário nacional.
Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.
* Por Mester Afonso, retirado do blog de Zu moreira (O Tempo).

MARINA GOMES NO CONSERVATÓRIO DA UFMG.

É DIA 22/10/2009 AS 19:30hs.


AV. AFONSO PENA, 1534 - CENTRO - BH.


click na imagem p/ ampliar.