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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Samba X Pagode ***

Antes que metam o pau, vamos deixar claro que pagode não é ritmo, ou é uma construção chinesa ou uma reunião de pessoas, termo muito usado nos meios sertanejos. Os termos, pagode e pagodeiro, foram adotados pela mídia como uma forma de introduzir na sociedade uma nova visão do samba que durante muito tempo foi ignorado pela grande mídia ou tratado como marginal, embora sempre tenha sido a maior representatividade da cultura brasileira.

O termo pagode surgiu no samba basicamente para diferenciar-se do que chamamos de samba tradicional. Os jovens que chegavam com novas roupagens e formas de interpretação deixaram de lado as antigas formas de compor e partiram para o lado comercial. É claro que todo mundo assustou, mas por outro lado, a partir da entrada firme e forte da juventude no samba, paradigmas foram quebrados e surgiu uma nova visão em todos os aspectos, principalmente no âmbito profissional. No principio a rejeição foi quase total, depois, os sambistas tradicionais foram se aproximando e muitos deles (Alcione, Jorge Aragão, etc) começaram e gravar com eles.

Mas a pergunta principal é o que é melhor, o samba ou o pagode?

Embora os puristas não engulam os chamados pagodeiros, particularmente não tenho quase nada contra. E quando digo “quase” é porque o que eu não engulo é a forma que a maioria da garotada interpreta as músicas, tudo igual com ganidos e gemidos. Quanto às letras e músicas, entendo que em todos os tempos existiram músicas boas e ruins. Se formos nos aprofundar na questão eu perguntaria: se o Pelo Telefone, um maxixe, fosse gravado hoje, será que teria a mesma força e aceitação como a que recebeu em 1917?

Se Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Arlindo Cruz e mais um monte de gente bamba tivesse nascido na mesma época daqueles que freqüentavam a casa da Tia Ciata, com certeza estaríamos exaltando esse pessoal como raízes intocáveis.

Então, chegando aonde quero chegar, penso que este papo de rotular o samba é mais uma forma de discriminação e enfraquecimento do que uma tentativa de fortalecê-lo. Isto porque na verdade a mídia não abraçou o samba, o que aconteceu foi que as multinacionais do disco não conseguiram conter a sua força, que durante anos foi massacrada até por produtos de baixa qualidade vindos do exterior. A minha geração engoliu, porque a maioria das rádios só tocava músicas estrangeiras. Não é que não tocavam samba, tocavam sim, mas quase que sob um tapete. Ouve-se até hoje: acabamos de tocar o samba tal e agora vamos ouvir uma MPB. É mole?

Ninguém ouve dizer que Djavan, João Gilberto, Vinícius, Tom, Elis, Emílio Santiago, Elizete Cardoso, Chico Buarque e outros, são sambistas. Como não conseguiram detê-los, tratam-nos como outra categoria de músicos. Sambista não canta somente samba, canta o canto que lhe vem da alma.

Ninguém jamais ouviu em rádio alguma alguém anunciar um roquinho, um bolerinho, ou um tanguinho, mas todos nós já ouvimos alguém anunciar um “sambinha”.

Então rapaziada, cuidado com as armações porque ainda existe muita gente que não aceita o samba como a maior representatividade deste país. Viva o samba!

*** Por Afonso Marra Filho, o Mestre Affonso.


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