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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OS SAMBAS DA CIDADE***

Belo Horizonte sempre foi prodiga em matéria de samba. Da formação da cidade, ou mais precisamente dois anos após a sua fundação, já desfilavam pelas ruas Os “Diabos de Luneta” e depois as “Damas de Violeta”, duas bandas ou blocos que congregavam os operários que construíram a cidade e suas famílias. Segundo consta, a primeira manifestação carnavalesca em Belo Horizonte, ocorreu em 1899, dois anos após a inauguração da cidade, com a saída do primeiro bloco, chamado “Os Diabos da Luneta” ou “Os Diabos de Luneta”. Com ruidoso “Zé Pereira” o bloco desfilou com toda a diretoria, que trazia no braço o distintivo do mesmo: um laço de fitas pretas e vermelhas. Vinha depois um “carro-alegórico”, que representava a caverna do diabo aberta na montanha, rodeada de serpentes douradas. No alto, empunhando o estandarte do bloco, estava sentado Antonio Raimundo Soares, ricamente fantasiado. O interior da montanha (caverna) formava uma sala, com cortinas e franjas prateadas e cadeiras douradas, vendo-se ali dois diabos de sentinela. (Grifo meu): Não seria esta a primeira alegoria do samba?

O tempo passou e em 1938 surge a primeira escola de samba de Belo Horizonte, fundada por um sambista chamado de “Popó”. A escola teve seu berço na Pedreira Prado Lopes, levando o nome de Estação Primeira Pedreira Unida. Nessa época surge também o mais famoso bloco de sujo da cidade, Leões da Lagoinha, até o aparecimento, bem mais tarde, das bandas Santa, Mole, e outras.

Mas o couro nunca deixou de comer, como come até hoje nos pagodes da cidade. De segunda a segunda choram bordões, choram primas, soluçam todas as rimas em cantos de tristeza ou de alegria, são os sambas da cidade. E tem samba para todos os gostos. Do pagode ao samba tradicional os sons invadem os cantos e recantos a zona sul, os jovens, as crianças e os idosos. Dizer qual é o melhor samba seria impossível porque a música depende do gosto de cada um. Eu poderia falar do meu gosto pessoal, mas aí, como bom malandro, prefiro guardar minhas considerações para não ferir suscetibilidades...

A grande e gostosa verdade, embora nossas escolas de samba estejam a cem anos luz das nossas necessidades e possibilidades, é que o samba tomou conta da cidade. Dezenas de sambistas invadem as ruas todos os dias, as cordas e os couros já são estudados pelos mais jovens, universitários estão invadindo – no bom sentido – até os redutos mais escondidos pelos que se consideram puristas. O samba versado virou moda, a arte de compor virou coqueluche tornando-se uma corrente de inspiração, enfim, a maioria das vertentes do samba é praticada em todos os cantos e recantos de Belo Horizonte, o intercambio com cariocas, paulistas e baianos é uma realidade. O mais gostoso de tudo é ver uma imensidade de crianças e jovens cantando e dançando sambas de Cartola, Mano Décio da Viola, Ataulfo Alves, Clara Nunes, Ciro Monteiro, enfim, é o brasileiro mergulhando nas maravilhas da sua terra, da sua formação história, da sua gente.

Grande parte da imprensa abraçou a causa do samba e isto está nos dando cada vez mais força. A Câmara Municipal de Belo Horizonte criou uma Comissão Em Defesa do Carnaval, fato novo e de extrema importância para as nossas pretensões, são mais de vinte vereadores lutando por uma de nossas causas, o carnaval.

As mulheres estão dando show em muitos barbados, isto é lindo. Em todos os pagodes a presença feminina além da graça e beleza nos enche de orgulho pela participação efetiva, seja cantando ou tocando um instrumento.

“E assim eu vou levando aminha vida, ela só me dá guarida porque sabe que eu gosto de sambar...” E assim, enfrentando ainda um monte de discriminações, proibições e outras dificuldades, nosso samba vai singrando os mares da felicidade de milhares de pessoas, formando músicos e outros profissionais, além de ser a diversão mais barata para as comunidades.

“Ser sambista é ver, com os olhos do coração, ser sambista é crer que existe uma solução...”

Sambistas não são apenas aqueles tocam e cantam, sambistas são todos aqueles que amam e respeitam a nossa arte maior.

Viva o samba, vivam os sambistas!

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista. Afonso Marra Filho(Mestre Affonso)
***Retirado do blog de Zu Moreira(O Tempo)

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