FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG.

Top30 Brasil - Vote neste site!
FAÇA SUAS COMPRAS PELO NOSSO BLOG. Concurso de sites Top30.
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

CARTEIRA DE MÚSICO (Por Mestre Afonso)


A profissão de músico pode ser desregulamentada. Quem propôs a ação foi o Ministério Público Federal e o assunto já está no Supremo Tribunal Federal. Se a medida vingar, a carteira de músico não vai valer mais nada.
Na verdade, infelizmente, poucos são os músicos que conhecem realmente a utilidade da carteira que usam. Isto porque tirar a tal carteira é algo relativamente fácil, basta conhecer algumas notas musicais, pagar as taxas, fazer o exame e pronto, mais um “músico” na praça. No caso especifico do samba, o cara dá tapas no pandeiro, coloca o bichinho debaixo do braço, quebra um chapéu na testa, muda o jeito de andar e já é sambista. Vale dizer aqui que o citado não respeita ninguém. Bota banca, discute com a velha guarda, monta pagode, enfim, da noite para o dia o cidadão vira o dono da cocada preta.

A carteira, como a fiscalização é precária, serve mais para que o músico tente entrar de graça nas casas de shows do que para a profissão, mesmo porque, casa de show nenhuma faz contrato com sambista. Os contratos são verbais, sem nenhuma garantia legal.

O “músico”, a maioria, não paga anuidade, mas vive metendo o pau na Ordem dos Músicos, desconhecendo seus direitos e deveres.

Mas essa notícia me pega por outro aspecto. A mania de extinguir sem analisar ou procurar outras soluções está tomando corpo em todo o Brasil. Quando a coisa problemática os políticos fazem um plebiscito, como no caso do desarmamento, que desarmou o cidadão e deixou os bandidos bem à vontade para matar e roubar. Mas ninguém faz plebiscito para que o povo determine quais os políticos que deveriam estar no olho da rua por roubar, fazer mutretas, etc. Não se faz plebiscito para que votemos contra os altos salários de políticos que nada fazem por nós.

Se a lei que acaba com a profissão de músico vingar, os verdadeiros músicos sofrerão uma punição que não merecem, eles serão jogados no meio da rua, virarão marginais. Serão punidos por trabalhar numa das poucas profissões que traz a alegria e o entretenimento para todas as classes sociais.

Infelizmente a maioria de quem faz as leis não vive as dificuldades para as quais define regras. O maior exemplo disto está aqui em Belo Horizonte. Entendemos que as pessoas precisam de paz, mas sabemos também que em qualquer lugar a cultura e o entretenimento fazem parte da história e da necessidade da maior parte da população. Isto para não falar dos milhares de empregos que o lazer oferece.

Criaram uma lei que pune milhares de pessoas sem sequer debater o assunto com os músicos buscando alternativas. A coisa ficou tão absurda que apenas um telefonema basta para que casas de espetáculos sejam fechadas colocando na rua, nesses tempos tão difíceis, centenas e centenas de pais de família. Onde vamos parar? Como sobreviverão músicos, garçons, cozinheiras, copeiros, seguranças, etc.

Não coadunamos com a baderna que alguns locais promovem em termos de som e comportamento, mas também não podemos ficar calados diante do caos social que já podemos pressentir. Vivemos o tempo da hipocrisia, isto porque se a lei fosse para todos, mais de 90% dos bares e casas de shows existentes na cidade teriam que ser fechados por falta de condições técnicas. Fecha-se o Bar do Zezinho, mas outras casas e espaços muito mais perigosos ficam abertos, deixando a população à mercê da sorte...

A música não é marginal, o que esperamos é um tratamento digno para o grande problema que se descortina diante dos olhos daqueles que fazem da música o seu pão de cada dia.

ENQUANTO UMA CRIANÇA OU JOVEM PORTAR NAS MÃOS UM INSTRUMENTO MUSICAL, MENOS ESPAÇO PARA AS ARMAS E AS DROGAS.

Obrigado, meu Deus, pela honra e a glória de ter nascido sambista.

2 comentários:

Leandro disse...

Não que alguns pontos nõ tenha razão, mas é EXTREMAMENTE tedencioso, meu caro. Nós músicos, (eu, pianista, que vivo do meu trabalho) discordamos tão e somente de uma instituição que mais nos impede de trabalhar do que nos viabiliza este direito. Talvez o supramencionado desconhecimento de direitos, por partes dos músicos filiados à ordem, que, por vez, os detém, devesse ser esclarecido. Mais uma vez, não discordo de tudo, mas foi ao extremo, tedencioso.

JONAS DIN disse...

Pelo meu ponto de vista, acho a OMB uma instituição com poucos benefícios para os afiliados, tambem não deveria nos obrimir,nos empedindo de trabalhar quando por motívos de atrasos das mensalidades e sim criar uma forma de atrair os músicos, para que tal situação de inadimpléncia não ocorra, a questão do cara que toca o pandeiro,eu acho normal!Ele fez a prova?(Teste),Foi aprovado pela OMB? qual o problema? Eu sou músico profissional com carteira da OMB,sou credenciado para exercer a função de músico com execução em vários instrumentos como: Sáxofones,teclado,piano,violões de 6 e7 cordas,contrabaixo elétrico/ acústico,flauta transverssa,acordeon, violino, viola,cavaquinho, bandolin,Gaita, líra,bateria,percussão geral etc,porem se eu dependece da instuição já estava morto de fome! Só sou o que sou hoje, graças a Deus e ao meu trabalho! Independente de tocar todos esses instrumentos, ler e escrever partituras ou tocar um pandeiro! se fosse assim, o cara que não estivesse uma profissão não trabalharia como serviços gerais, tambem não seria aceito no mercado de trabalho! Ele tambem não fez o teste na determinada empresa? Não foi aprovado pelo Ministério do trabalho? então ele e profissional! Precisamos acima de tudo respeitar os nossos companheiros, esse é o meu desabafo, fiquei indgnado com essa sua colocação, me desculpe amigo.
Hã quero ainda dizer que pagode pra músico não é bagunça, é música popular Brasileira aplicada conforme a região local,uns dizem samba dolente, outros vamos curtir um pagodinho, etc..
este termo preconceituoso foi colocado no dicionário por uma pessoa que não sabia nada de música, rítimo, tinha uma visão erradíssima do cara(Músico) que usava o boné, valeu!