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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Acorda Belô*

Como dei uma sumida do blog (falta de tempo p/ atualizar), estou postando duas matérias seguidas de Mestre Afonso, retiradas do blog de Zu moreira.



Hoje, por todo o país, o carnaval e as manifestações que o cercam além de dar uma visão nacional (São Paulo, Bahia, Parintins, Recife, Olinda, Sabará, Ouro Preto, Esmeraldas, etc) se tornaram um forte elo entre as comunidades. Projetos sócio-culturais estão sendo desenvolvidos em várias cidades brasileiras; cidades estão se projetando nacionalmente através do carnaval, enfim, os três pilares para o povo são o esporte, a religiosidade e as manifestações culturais regionais. Manifestações estas que fomentam o desenvolvimento de cidades e regiões através do turismo e outros aspectos. O que chama a atenção, no caso das manifestações culturais, são as características próprias de cada local ou a criatividade com que um mesmo modelo seja mostrado.
Há vinte anos São Paulo era o túmulo do samba na ótica de alguns, hoje a cidade de São Paulo é respeitada até pelo Rio de Janeiro, onde é realizado o maior carnaval do mundo. Há vinte anos, a Bahia era apenas um manancial cultural mantido apenas pela força da própria cultura. Hoje a Bahia é destaque mundial. Parintins, uma ilha encravada nas profundezas do Amazonas, é hoje destaque, também mundial, exclusivamente por uma festa anual: festa dos bois Garantido e Caprichoso. Para não irmos muito longe, Sabará é hoje conhecida nacionalmente por seus eventos que empregam milhares de pessoas além de manter sempre unidas as comunidades: Festa da Cachaça, Festa do Ora-pro-nobis, Festa da Jabuticaba, Concurso de Marchinhas, e um carnaval maravilhoso, feito por blocos que causam inveja ao carnaval de Belo Horizonte, pelo sucesso e pela forma de organização.
Enquanto muitos estados e cidades do país estão usando a cultura como um novo norte para atividades turísticas e sócio-culturais, Belo Horizonte adormece. Dizer que não temos tradição de carnaval é apenas mais uma daquelas desculpas inventadas pelos incompetentes ou pelos que desconhecem completamente a história da sua própria cidade. Belo Horizonte é celeiro de bambas. Mesmo antes da sua inauguração os operários que vieram construir a “Cidade Vergel” já desfilavam por suas ruas. Quase todas as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro têm alas ou desfilantes da nossa cidade.
Na verdade, o que não temos aqui é gente competente – no poder e nas entidades que dizem representar nossas escolas de samba e blocos caricatos - para fazer um grande carnaval. A Belotur é apenas uma empresa para a qual o carnaval é uma “festinha”, e quando falamos nas entidades representativas das nossas escolas de samba e blocos caricatos, aí é que a vaca vai para o brejo mesmo: são poços de vaidades e incompetência para assumir a mais conhecida festa popular do país.
E assim vamos levando o barco quando poderíamos transformá-lo num transatlântico, dando oportunidades reais às comunidades que fazem parte de escolas e blocos. Projetos sócio-culturais de grande vulto poderiam ser criados e na área profissional daríamos formação a costureiras, bordadeiras, marceneiros, pintores, carpinteiros, serralheiros, etc. As comunidades fervilhariam na área profissional e assim, criando oportunidades, estaríamos tirando centenas de crianças, jovens e idosos, da ociosidade maldita, que acaba desviando as pessoas para a marginalidade.

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