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quinta-feira, 9 de julho de 2009

MESTRE CONGA



É impossível contar a história do samba de Belo Horizonte sem associá-la a José Luiz Lourenço, o lendário “Mestre Conga”. Nascido às vésperas do carnaval de 1927, em Ponte Nova, Zona da Mata mineira, carrega na bagagem uma incansável luta pelas tradições afro-brasileiras. Filho do lavrador e sanfoneiro Luiz Balduíno Gonzaga e de Dona Cacilda Lourenço, Mestre Conga assina vários feitos ao longo de 60 anos dedicados ao mundo da música. Foi um dos fundadores, em 1950, do Grêmio Recreativo Escola de Samba Inconfidência Mineira, a mais antiga agremiação carnavalesca em atividade na capital mineira. Também ajudou a introduzir nos desfiles o samba-enredo, em uma época em que as escolas da cidade ainda se utilizavam dos temas de improviso para atravessar a passarela e animar os foliões. Mesmo com essas facetas, só aos 79 anos conseguiu gravar, em 2006, seu primeiro disco. Decantando em Sambas teve o patrocínio da Petrobras em Memória das Artes, seleção 2004/2005, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Rouanet. A realização é do selo Bananaouro Produções, em parceria com a gravadora Navegador Produções Fonográficas. Com direção e arranjos de Geraldinho Alvarenga, o CD conta com a participação de um time de músicos do calibre de Celso Moreira (violão), Geraldo Magela (violão de 7 cordas), Hélio Pereira (trombone e bandolim), Eduardo Braga (cavaquinho), Rogério (percussão), engrossado ainda pelas “pastoras” Donelisa de Souza, Lúcia Santos e Rita Silva. Gravações e mixagens de Eduardo Toledo, Geraldinho alvarenga e Júlio Coelho. Nas 12 faixas, todas assinadas por ele, Conga faz da poesia a ponte para percorrer um caminho sem volta, mas bastante nostálgico. Lembra dos “maiorais” (como eram chamados os líderes do samba) Javert Tomé de Sena, Mestre Dórico e Célio Bangalô, de Dona Lourdes Maria de Souza (Lourdes Bocão), “a dama da escola de samba Monte Castelo”, além dos bairros e pontos de encontro de uma Belo Horizonte ainda em formação. Por fim, homenageia sua escola do coração em “Mais esta saudade”: “a ela faço reverência/querida Inconfidência/é lindo seu vermelho alvianil…” . Apelido A trajetória de Mestre Conga pela cultura popular, porém, remonta à década de 1930, quando passa a beber da fonte de matrizes afro-brasileiras, como o calango, a batucada, o samba rural e a congada, do qual vem o apelido que o marca pelo resto da vida. “Meus colegas zombavam de mim na escola, me apelidaram de Conga. Ficava bravo, mas depois fui acostumando com esse nome”, diz. Na adolescência, ao mesmo tempo em que passa a freqüentar aulas de dança de salão, começa a trabalhar em uma fábrica de sapatos para ajudar no sustento de uma família de 10 filhos. Com a suspensão das festas de rua, no período em que durou a II Guerra Mundial (1939-1945), os bailes de salão tomam conta da cidade e Conga se destaca como passista. “Naquela época, nos chamavam de batuqueiros”, explica. Passado o período bélico, as escolas e blocos carnavalescos retomam os desfiles na Avenida Afonso Pena e Mestre Conga ingressa em sua primeira escola de samba, a Surpresa, braço da pioneira do gênero, a Pedreira Unida, criada em 1938, na Pedreira Prado Lopes. Aos 19 anos, passa a dirigir a Remodelação da Floresta, uma dissidente da Unidos da Floresta. “Aí que comecei a tomar gosto pelo samba, porque antes era uma coisa despretensiosa”, admite. Em 1948, ganha o título de “Cidadão do Samba”, concurso promovido pelos Diários Associados, que movimentava toda a cidade no período de carnaval.
http://www.myspace.com/congabrazil
RETIRADO DO MYSPACE DE MESTRE CONGA.

5 comentários:

Mestre Affonso disse...

Este sempre foi meu sonho, ver destacados em blog ou site, além dos grandes nomes nacionais, nomes de mineiros que ajudaram a fazer nossa história no samba. Sei que a tarefa é árdua porque infelizmente, neste aspecto, Belo Horizonte quase não tem memória.
Sugiro que você Artur, conte a história de Jairo Pereira da Costa, Vitório de Jesus, e outros e outras figuras importantíssimas no nosso samba.
Mestre Affonso

Mestre Affonso disse...

Emocionei-me tanto, que me esqueci de fazer um comentário sobre o Mestre Conga.
Mas pensando bem, Mestre Conga dispensa comentários e merece todas as glórias que pudermos lhe oferecer.
O home é forjado na tempera do tempo em que fazer samba era pecado.
Lutou, insistiu, venceu, e hoje é exemplo para todos nós.
Axé Conga.

ARTHUR CARVALHO disse...

E aí Afonso? Foi atendendo um comentário seu que procurei, encontrei e aí está registrado o samba de "MESTRE CONGA". O que for encontrado dos outros citados no seu comentário será publicado com enorme prazer. Somos sambistas e trabalhamos pelo samba, todos juntos. Um abraço.

Mestre Affonso disse...

São muitos os nomes Artur, muito obrigado pelo carinho que você está dedicando a todos os sambistas.

Mestre Affonso disse...

Vivos, que me desculpe a memória, nós temos Gervásio Horta, Marinho Cantoni, Aristel (diretora da ala das baianas da Bem-Te-Vi, Zé do Monte, Luizinho da Pedreira, Lagoinha, enfim, essa velha guarda tem muito pra contar.
Um abraço.
Dos que já se foram: Dois nomes não podem faltar, Déco Fileto (foi pioneiro no samba, criando o primeiro pagode da cidade) e Ferro Velho.